Jornal Tribuna

O lamaçal do Banco Master

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O lamaçal do Banco Master

    Até então, tudo que se sabia do Banco Master era a atuação promíscua de seu presidente com a contratação do escritório da esposa de Moraes por R$ 129 milhões (R$ 3,6 milhões por mês), a conduta errática do Toffoli, interferindo nas investigações da PF, com negócios que envolvem resort (a compra do Resort foi estruturada por meio de fundo de investimento administrado pela financeira Reag, instituição citada na operação Carbono Oculto por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, que é investigada no contexto do escândalo do Banco Master), carona em jatinho para a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras acompanhado de advogados do Banco Master em uma atuação nada republicana.
    O retorno do Presidente do STF, Ministro Fachin, parecia que viria com uma crítica séria aos seus colegas. Contudo, defendeu Toffoli e disse que “STF não se curva a ameaças” em meio à crise do caso Master. Quando se pensa que fica por aí, vem a notícia de que o  banco Master pagou R$ 5 milhões ao escritório de Lewandowski já como ministro a título de consultoria. Segundo notícias, o contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski e o Banco Master continuou por quase dois anos depois que ele assumoiu a pasta da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT). O contrato de consultoria jurídica tinha o valor de R$ 250 mil mensais. Para piorar (se é que ainda pode), Lula teve um encontro fora da agenda em dezembro de 2024 articulado por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT).
    Em meio aos noticiários, a população está anestesiada vivendo o seu cotidiano, pagando impostos e se endividando. Muitos que vivem de assistência social, estão satisfeito com as migalhas que recebem do governo e não procuram progredir por meio de educação, sem a menor noção do que acontece em Brasília. Outros estão cansados de lutar e acham tudo muito normal. Os únicos movimentos orgânicos foram as manifestações.

Autor:

Marcelo do Vale Nunes

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