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Saara e América Latina:  entre pragmatismo; ideologia e separatismo

Por edicao·
Saara e América Latina:  entre pragmatismo; ideologia e separatismo

 As relações do Saara Ocidental com a América Latina envolvem debate diplomático; laços históricos do reino do Marrocos; ligações da  República Árabe Saharaui Democrática (RASD);   imaginário da separação e iludida abstração;  gradual convergência à posição marroquina e ONU.

Para o cenário político da América Latina; as transformações profundas vão redesenhando o mapa de alianças ideológicas e políticas da região, passando de Brasil,  sul americano;  Chile e Colômbia; chegando ao México.

A recente vitória do candidato de direita Abelardo De la Espriella nas eleições presidenciais colombianas, sucedendo ao Gustavo Francisco Petro Arrego, vai trasformando e mudnado o apoio ao movimento separatista no Saara marroquino; dadas implicações transcendente a tradicional transferência democrática de poder, da virado gradual da página dos slogans e da retórica da Guerra Fria;  da ascensão de abordagens pragmáticas na região;  dos interesses estratégicos e econômicos das nações e lealdades ideológicas.

Para o novo presidente colombiano, membro do partido Defensores da Pátria, sua eleição tem sido o compromisso para o Reino; “injetar novo dinamismo nas relações amistosas; unindo a Colômbia”; à disposição de Rabat, para a nova liderança de Bogotá; aos novos horizontes de parceria de diversas áreas de interesse comum”, e de acordo com a mensagem real e estratégia diplomática.

 Diplomacia de Interesses

Em relação à mudança política na Colômbia após a vitória de Abelardo De la Espriella;  uma perspectiva mais ampla da transferência de poder reposicionador da ação geoestratégica do Estado colombiano dentro do sólido bloco ocidental, e do retorno do discurso conservador de segurança; alinhador da abordagem de Washington na América Latina.

 Para o declínio da corrente de esquerda próxima ao discurso de ‘autodeterminação’ ; do  Gustavo Petro perante à questão do Saara Ocidental; dada mudança ideológica de transição de Bogotá; a diplomacia simbólica; aos cálculos de interesses concretos; segurança, investimento e alianças de defesa.

 Relações cruzada

O  futuro de relações entre Marrocos e Colômbia dependem significativamente da nova liderança sobre as questões de política externa sob a ótica do ganho estratégico, da clara vantagem de Marrocos;  parceiro árabe ou africano, de plataforma geoeconômica e segurança; conector do Atlântico à África, do Sahel à Europa;  da decisão colombiana” para “Rabat; em termos de parcerias de inteligência, de segurança, de indústrias de defesa, de segurança alimentar e de cooperação Sul-Sul.”

Sobre a questão do Saara Ocidental,  binóculo  de visão noturna; acompanhador dos declínios; das influências dos movimentos populistas de esquerda na América Latina;  gradualmente enfraquecedores do apoio tradicional da Frente Polisário; movimento separatista criado; 1975.

 Foi sob a pretendida ‘República Saharaui’ ; o clima da Guerra Fria; defasagem de alianças ideológicas, alheias e propagandas raciais da época remota; de ideologias coloniais  erodidas; da ascensão de elites políticas mais pragmáticas;  encarando conflito sob perspectiva da estabilidade regional, da inviabilidade da solução realista, da perspectiva de slogans revolucionários ultrapassados.

 Colômbia

 Para o novo presidente colombiano; a postura atlanticista pró-Washington, obriga a redução da representação política pró-Polisário; e mudança da Colômbia, da neutralidade mais próxima da posição marroquina; as arenas de competição simbólica dessa questão;  da vitória da direita na Colômbia; e do alinhamento imediato com Rabat, rara janela de oportunidade; da ideologia deliberal forçada, em termos de geografia do interesse próprio e vantagem diplomática; dos resultados das recentes eleições presidenciais na Colômbia; bem como das transformações nas relações entre Rabat e Bogotá; do grande prestígio da cooperação política, da coordenação diplomática e do entendimento das questões de interesse comum.

Esta ascensão da esquerda ao poder na Colômbia, 2022; num período de relativa frieza nas relações bilaterais, após certas posições políticas incompatíveis do nível de reaproximação entre os dois países; diante do ritmo do diálogo político e do nível de coordenação diplomática entre Rabat e Bogotá; tornando a direita à liderança do Estado colombiano evidenciar uma possibilidade de retomar o ímpeto das relações marroquinas-colombianas; do novo governo inclinado a adotar uma abordagem pragmática da política externa, dos interesses estratégicos e econômicos; é isso em consonância com a visão de Marrocos junto aos países latinoamericanos.

 Finalmente, o Marrocos passa a fortalecer a sua posição internacional e regional,  da crescente presença na África, posição  potencial internacional e regional; tanto para Colômbia; Brasil e países de CPLP; chamando ao investimento,  comércio, segurança e cooperação Sul-Sul;  dados laços e oportunidades reais;  num horizonte mais amplo de  interesses comuns; da presença de Marrocos no espaço latino-americano, à luz das transformações políticas e crescente convicção da importância de parcerias geoestratégicas e energéticas; bem como do respeito mútuo da integridade e soberania nacional.

Autor:

Lahcen EL MOUTAQI                                                                       

Professor universitário; tradutor; pesquisador sobre assuntos latino americanos; Mercosul; Brasil e Marrocos

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