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Deslocamento africano, umas repercussões humanitárias e desafios à segurança regional

Por edicao·
Deslocamento africano, umas repercussões humanitárias e desafios à segurança regional

O Centro africano de Estudos Estratégicos (CESA), fundado em 1999, nos Estados Unidos, referendo-se a uma pesquisa intitulada, “Escalada de Conflitos de deslocamento forçado; Sobrepostos na África”.

Tal  pesquisa tratou da exacerbação de Crises de Deslocamento Forçado dos africanos”, os deslocados à força são de  países geralmente em crises,  Sahel e saara, com tendências  diferentes, registros de crimes ou acusados, adultos, menores, jovens; estudantes ou profissionais, dados níveis sociais distintos e culturas africanas, objeto de situação económica difícil e destres naturais, provocando deslocados internos (IDPs),  refúgios e requerentes a asilo noutros países vizinhos, sobretudo na europa, América latina ou  Ásia;  dado número de deslocamentos de 57,7 milhões, 10% da população total do continente.

Este relatório referente ao trabalho de pesquisa apontando, “o aumento da regionalização dos conflitos na África, das pessoas sofridas de condições difíceis de vida, se vendo cada vez submetidos a um dilema de fugir para países vizinhos, estaveis ou não; fugindo devido aos diferentes conflitos raciais, humanitários, ou ligados a crises socioeconômicas, instabilidade socioeconômica ou as ameaças de caráter natural e ambiental “, forçando assim ao deslocamentos e a fuga africana, para outros países,  43% formam  pessoas deslocadas por guerras e conflitos armados; 46% miséria, falta de condições, susceptíveis de uma vida anormal  e  guerra sanguinária.

Lembra-se que  69% das pessoas deslocadas dentro de seus próprios países constituem, parte da  proporção de deslocados fora de seus países de origem, aumentando significativamente sobretudo no último ano, devido ao fluxo de refugiados provenientes do Sudão, Burkina Faso, República Democrática do Congo ou Mali.

O estudo apontou que 97% dos deslocados à força na África a busca de refúgio em outros países africanos; Marrocos, Algerie, Tunísia,  ou países europeus, ou ainda na América Latina, Brasil; países de Mercosul, em particular.

O relatório do Centro Africano de Estudos Estratégicos fez referência  a 14 dos 15 países africanos; aqueles com as maiores taxas de deslocamento forçado objeto de conflitos e guerras civis, com exceção da Eritreia,  onde aproximadamente 19% de sua população tem fugido, devido à repressão interna permanente”.

Considerando  “nove países africanos objeto de mais de um milhão de pessoas deslocadas pelo terceiro ano consecutivo, por motivo da contínua instabilidade, da fome, das crises humanitárias ou de falta de horizonte no continente”.

Sustentando  “oito dos 11 países, aqueles que acolheram o maior número de deslocados transfronteiriços, objeto de conflitos raciais, de descriminacão e ignorância, cujo número de refugiados ou requerentes de asilo foi maior, acolhidos noutros países africanos, a personagem foi 13% este ano, seja 11,44 milhões de pessoas,  refletindo esta  dimensão regional de fluxos de deslocados assustadora”.

A deterioração da situação de segurança no Sahel levou ao aumento dos fluxos de refugiados para a Mauritânia e outros países costeiros da África Ocidental, caso do Burkina Faso de maior fonte de deslocados no Sahel; com um número de cerca de 4 milhões de pessoas, quase um quinto da sua população.

Referendo-se aos países com regimes militares e autoritários,   de repressão, onde o conselho militar esconde o ritmo de deslocados internos; Argélia e Sudão, Burkina Faso e outros”.

O Sudão constitui  um dos país mais afetado,  14,4 milhões de deslocados à força, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Tais deslocados do Sudão representam assim 32% do total continental, uma dimensão de grande gravidade dos conflitos; eclodidos em 2023; continuando a alastrar-se a outros países africanos.

O Centro Africano de Estudos Estratégicos apontou assim “quatro países vizinhos ao Sudão, dos quais Líbia, Rgito, abrigando mais de um milhão de deslocados internos, cujas  complexas repercussões regionais do conflito provocam um número de  800.000 refugiados sul-sudaneses do país, lutas permanentes,  fugindo da violência no Sudão, 2023, onde 380.000 refugiados sudaneses procuram outro refúgio noutro país; apesar da guerra civil, ameaçadora da tranquilidade, da paz e segurança regional”.

Assim o Centro de Estudos Estratégicos concluiu sobre “o deslocamento forçado na África, objeto de desastres naturais, inundações, catástrofes, terremotos ou  instabilidade socioeconômico, além dos impactos do tráfico de drogas; e de diferentes tipos de violências, 33% no último ano, 5,6 milhões de pessoas deslocadas, e  45,7 milhões; diretamente afetados pelos conflitos  e deslocamentos,  57% de desastres naturais”.

Autor:

Lahcen EL MOUTAQI, professor universitário, pesquisador sobre assuntos de Mercosul, Brasil e Marrocos

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