Por que os jovens procuram literatura fantasia?

A nova edição da Feira Internacional do Livro e Publicação, mantido em Rabat, capital do reino de Marrocos, um evento cultural internacional, um dos principais símbolos do cenário cultural marroquino, cuja singularidade e pluralidade é traduzida na riqueza, no fruto da autêntica herança civilizacional, fundadora de valores de convivência, de tolerância e abertura, tal salão foi dada sua abertura este ano, 29 de Abril de Maio 2026, pelo príncipe do Marrocos, Moulay El Hassan, dada a atenção aos jovens, ao interesse dentro e fora do país; a literatura fantástica, as críticas dos pensadores, dos escritores e acadêmicos.
A Feira Internacional do Livro, das obras consultadas, das tradições do tempo, da lógica, da simplicidade de estilo, do suspense e senso de mistério, constituem atrativos da geração criadora dos mundos, da fantasia e da tecnologia da informação.
São também obras literárias e críticas, das quais se formam o caso do “casulo”, do mundo real, do crítico literário, apontando o bulgaro, Tzvetan Todorov [tsvetan t?d???f], 1939-2017, semiologista, historiador de ideias e ensaísta, do fantástico e imaginário e da fantasia, hesitado em relação ao receber eventos e temas, para o motivo de decidir sobre a realidade, das obras, dos romances, como afastadores ou perturbadores, suscetíveis da manipulação ideológica, da interpretação clara e direta integradora.
Em relação ao conceito do fantástico, o termo é completamente, independente e separado do mundo, da autossuficiente das regras reais, de dúvidas e das interrogações sobre o mundo especial, caso da série “Harry Potter”, e das obras de “As Mil e Uma Noites”, distinguidoras da alma e do próprio mundo.
Ancorando neste sentido a realidade, o mito e a ficção científica, cujo jovem no centro da criação e da crítica, dissociada da realidade, da razão da escrita e da narrativa.
Para o poeta, escritor e crítico francês “Pierre Caminade 1911-1998, transcender a realidade, o desafio de limitações, a fuga, a razão política, ou ainda a visão de nietzschiana, implicadora da realidade da fuga, de opiniões criadores dos mundos imaginários; da memória ancestral, da magia, da fórmula da dureza, da interpretação ou da aproximação do divino.
E em relação ao “Jacques Lacan, 1901- 1981, psiquiatra e psicanalista francês, as ideias sobre mundos sobrepostos, real, simbólico e imaginário, formam os prazeres da realidade, do material e das imaginações, bem como do mundo paralelo, do mundo real, e dos sonhos e fantasias, manipuladores dos sonhos e ilusão ”
Referendo-se com as obras de: “(Harry Potter), ligadas à história da luta entre o bem e o mal, as imagens e símbolos; o aspecto mágico, são assim integradores do presente, passado e futuro, de ‘Harry Potter’, transcendidora da cultura inglesa, das fantasmas e bruxas, vassouradas dos mitos, do ‘Lorde das Trevas’, além da alma fragmentada, anabolizantes de,. 1- engolir a morte, 2- retornar a vida, 3- transcender fatos… 4- conjugar o mal puro e o bem puro, 5- morrer dentro e sem derrota.
Tal tradição imaginativa de “Era uma vez”; de fadas transportadoras de outro mundo, de fantasia limitadora de horizonte, são todos do reino do imaginário, dos contos populares, de imagens semelhantes às extraídas de “Harry Potter”, sensibilizadores da relação com os novos mundos, tocantes e acessíveis.
Tais jovens objeto de informação, encontram-se na literatura fantástica, questões da relação prazerosa, da literatura e realidade, do possível e impossível, das histórias e do conceito de literatura, segundo Barthes e Blanchot, cuja literatura aberta sobre a possibilidades e horizontes.
Este contexto de emoção e suspense, revelam uma visão de combate, da monotonia da vida cotidiana, do desejo, da aventura e do desconhecimento do confronto de forma simbólica e da identificação dos contos sobrenaturais, bem como da realidade política, do social e psicológica; e da opressiva dos mundos alternativos.
Tal mundo da “Estética da Narrativa no Conto Contemporâneo”, parte “ da cultura mundial, da literatura sobrenatural, e dos tempos antigos e gênero, tem sido o aprimorador da capacidade de pensar fora da caixa, do mundo coerente, do preconceituoso e convincente das questões psicológicas e sociais.”
São finalmente, esses aspectos mais importantes dessas histórias, “cuja metamorfose e a transformação, do mundo elementar, formam paradoxal ao presente, embelezador das feiuras, da arma, da violência e da estranheza, em relação aos jovens, situados entre textos tradicionais e realistas, entre o novo mundo, espaço e possibilidades, literatura, vida real e irracional”.
Autor:
Lahcen EL MOUTAQI

Professor universitário, tradutor, pesquisador sobre assuntos de Mercosul, Brasil e Marrocos