Pequenas e médias empresas precisam reforçar segurança de dados diante do avanço de ataques cibernéticos

Em um cenário cada vez mais digital, pequenas e médias empresas (PMEs) também se tornaram alvo frequente de ataques cibernéticos. Muitas vezes com menos estrutura de segurança do que grandes corporações, esses negócios acabam mais vulneráveis a golpes e invasões que podem causar prejuízos financeiros, paralisação das operações e danos à reputação.
Entre os principais riscos enfrentados pelas empresas estão ataques de ransomware — quando criminosos sequestram dados e exigem pagamento para liberá-los —, vazamentos de informações sensíveis, falhas em sistemas de backup e acessos não autorizados. Além disso, problemas como configurações inadequadas de segurança, ausência de políticas internas e ataques de phishing — tentativas de fraude por e-mail, mensagens ou sites falsos para roubar credenciais — também figuram entre as ameaças mais comuns.
Nesse contexto, adotar soluções de armazenamento seguras se tornou uma medida estratégica para proteger dados críticos do negócio. Plataformas de armazenamento em rede, como as oferecidas pela ASUSTOR, incluem recursos avançados de proteção, como criptografia AES, autenticação em dois fatores (2FA), snapshots, backups automatizados e arquivos imutáveis — que impedem alterações ou exclusões não autorizadas. Essas soluções também permitem armazenamento local com redundância por meio de sistemas RAID e integração com serviços em nuvem, criando estratégias híbridas que aumentam a resiliência das empresas diante de falhas ou ataques.
Apesar da crescente preocupação com segurança digital, muitas empresas ainda deixam de implementar medidas básicas de proteção. Entre as práticas consideradas essenciais estão a estratégia de backup 3-2-1 — que prevê três cópias dos dados, em dois tipos de mídia diferentes, sendo uma fora do ambiente principal —, a ativação da autenticação em dois fatores, a atualização constante de sistemas com patches de segurança e a definição de controle de acesso por perfil (IAM – Gestão de Identidade e Acesso). Também é fundamental investir em treinamento dos colaboradores para identificar tentativas de phishing, uma vez que boa parte dos ataques começa justamente por meio de erro humano.
Outro recurso frequentemente negligenciado é o uso de snapshots e backups imutáveis, que permitem restaurar versões anteriores dos dados mesmo após ataques de ransomware. A segmentação de rede e políticas adequadas de controle de acesso também ajudam a limitar o impacto de eventuais invasões.
Segundo Alexandra Renata Guedes do Amaral, Sales Representative e porta-voz da ASUSTOR no Brasil, a segurança de dados precisa ser encarada como uma prioridade estratégica para empresas de todos os portes. “Ransomware, vazamento de dados, falhas de backup e acessos não autorizados estão entre os principais riscos enfrentados hoje pelas pequenas e médias empresas. Muitas vezes esses problemas estão ligados a configurações inadequadas, ausência de políticas de segurança ou até ataques de phishing, que tentam enganar usuários para roubar credenciais e informações sensíveis”, explica.
Os ataques cibernéticos também vêm evoluindo rapidamente. Hoje, criminosos utilizam automação e até inteligência artificial para identificar vulnerabilidades. Entre as tendências mais preocupantes está o ransomware com dupla extorsão, em que os invasores não apenas bloqueiam os dados da empresa, mas também ameaçam divulgar informações sensíveis. Outro ponto de atenção são os ataques à cadeia de suprimentos — quando criminosos exploram falhas em fornecedores de tecnologia — e a exploração de vulnerabilidades em dispositivos conectados.
Especialistas também alertam para um desafio futuro: o avanço da computação quântica. Essa tecnologia pode, no longo prazo, comprometer métodos tradicionais de criptografia. Por isso, já existe um movimento global para o desenvolvimento de novos padrões de segurança, conhecidos como PQC (Post-Quantum Cryptography), capazes de resistir a ataques de computadores quânticos.
Para Alexandra, empresas que ainda estão começando a estruturar a proteção de dados devem priorizar algumas medidas básicas. “É fundamental implementar boas práticas como a estratégia de backup 3-2-1, ativar autenticação em dois fatores, manter os sistemas atualizados com patches de segurança e definir controles de acesso por perfil. Essas ações simples já reduzem significativamente o risco de incidentes”, afirma.
Uma violação de dados pode gerar consequências profundas para as empresas. Além da interrupção das operações e das perdas financeiras, há riscos legais relacionados à legislação de proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O impacto na reputação também costuma ser significativo, já que clientes e parceiros podem perder a confiança na capacidade da empresa de proteger informações sensíveis.
“Armazenamento e backup seguros devem ser vistos como parte da estratégia de continuidade do negócio. Ao escolher uma solução, é importante avaliar recursos como criptografia, snapshots, backup automatizado, redundância de dados por RAID e escalabilidade. Também vale considerar tecnologias que já estejam preparadas para a próxima geração de segurança digital, como arquiteturas compatíveis com criptografia pós-quântica”, conclui Alexandra.
Autora:
Jaqueline Santos