Mulheres buscam mais autoconhecimento e prazer, mas o estigma ainda tenta silenciar a nossa liberdade

A cena fetichista brasileira atravessa uma transformação profunda. O que antes era restrito a guetos ou caricaturas estéticas, hoje se consolida como um espaço de alta performance profissional e, acima de tudo, de acolhimento psicológico. No entanto, mesmo com esse avanço, o estigma social ainda insiste em tentar silenciar a nossa trajetória em direção à autonomia.
Falar sobre liberdade sexual não é apenas um exercício teórico para mim; é uma questão de sobrevivência. Durante meu casamento com o genitor do meu filho, vivi uma relação marcada por abusos e assédio constante, inclusive enquanto eu dormia. A ausência de consentimento era a regra. Minha jornada de autoconhecimento nasceu dessa dor, da necessidade de retomar a posse do meu próprio corpo e dos meus desejos.
É por isso que a Cidade Fetiches, que acontece no próximo dia 7 de março na LoveNox, não é apenas um festival; é um manifesto político e sensorial. Escolhi estrategicamente esta data porque ela culmina no dia 8, Dia Internacional das Mulheres. É o momento em que mulheres de todas as esferas buscam ferramentas para entender suas liberdades e o prazer sem as amarras do julgamento.
Nesta edição, a curadoria reflete essa força feminina que ocupa a cena com profissionalismo. Contamos com duas músicas da DJ Donnatrix em nossa playlist oficial de music branding no spotify e a presença de referências como Louise Marcada, Pri Melancia, Madame Fermans, Railane Alves, Vitoria Guarizo e Harleen Jack Napier. São mulheres que, assim como eu, entendem que o fetiche vai muito além do BDSM: é sobre apoio mútuo, segurança e o direito inalienável de ser quem somos, sem pedir licença.
O prazer é, e sempre será, o nosso maior ato de resistência.
Conheça meu propósito de liberdade sexual e faça parte!
Beijos mágicos da Fada, Fundadora, CEO e mente criativa do festival e marca Erotika Town.