Frente da Polisário, mudança e radicalismo.

O grupo separatista, denominado Polisario, surgiu 1975, no contexto da guerra fria, acolhido pela Argélia em detrimento da integração territorial de Marrocos, hoje, tal dossiê da resolução territorial coincide-se, com a resolução do Conselho de Segurança da ONU, nº 2797, de 31 de outubro de 2025.
Estas decisões diplomáticas internacionais, cada vez mais fortificadas pelo plano marroquino de autonomia para a região do saara ocidental, mantém-se em oposição ao plano do separatismo da polisario, referendo, autodeterminação do povo saharaui, um dos diferendos mais antigos, de mais de cinco décadas, com implicações complexas das ajudas financeiras internacionais, de isolamento e acusações, de tráficos de drogas, de lavagem de dinheiro e tráficos de órgãos humanos, resultado do governo dos EUA que a classifica como organização terrorista; e a Câmara dos Representantes e Senado americano, e como mudança fundamental na abordagem conflictual.
A Frente da Polisário, uma vez designada como organização terrorista, levanta-se uma série de questionamento, em relação ao papel de Argélia, acolhedora deste grupo terrorista, as críticas do mundo ocidental, as repercussões diplomáticas, econômicas e financeiras, bem como as sanções individuais e restrições a cooperação internacional, e regional, e da segurança e estabilidade financeira, e desenvolvimento socioeconômico, no sentido da inclusão da entidade, polisario, grupo criminal e radical na lista de sanções dos EUA.
À luz desses acontecimentos, a questão do Saara Ocidental acompanha transformações em níveis políticas e diplomáticas, isso é no processo internacional, da solução política do plano de autonomia; de iniciativas diplomáticas da europa; de Washington, face à Frente Polisário, organização terrorista, e retórica do referendo, dado plano de autonomia, apresentado pelo Marrocos, 2007,
São assim forças de posições e apoio internacional, de rigidez dos slogans dos adversários, do imaginário separatista, bem como do trabalho do equilíbrio de poder e desenvolvimento, e da esfera da segurança e estabilidade, rumo as regras do tratamento, de negociações políticas, e da retórica tradicional, de lógica de instituições, de leis e mecanismos de sanções internacionais, rumo a ação definitiva do desfecho deste conflito regional e integração territorial de Marrocos.
Autor:

Lahcen EL MOUTAQI
Professor universitário, tradutor, pesquisador sobre assuntos do Mercosul, Brasil e Marrocos