Jornal Tribuna

ECA Digital deve acelerar ajustes em acesso, governança e monetização de plataformas de ensino online

Por edicao·
ECA Digital deve acelerar ajustes em acesso, governança e monetização de plataformas de ensino online

Nova legislação amplia obrigações para serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes e pressiona empresas do setor a rever cadastro, proteção de menores, supervisão e desenho de produto

A entrada em vigor, nesta terça-feira (17 ), do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o chamado ECA Digital, inaugura uma nova fase para plataformas digitais no Brasil e deve acelerar mudanças operacionais também no mercado de educação online. A lei passa a valer para produtos e serviços digitais voltados a crianças e adolescentes ou acessíveis a esse público.

Entre os principais pontos da nova legislação estão a exigência de mecanismos confiáveis de verificação de idade, em substituição à simples autodeclaração, a vinculação de contas de menores de 16 anos a responsáveis legais em determinados contextos e a obrigação de oferecer ferramentas de supervisão parental acessíveis e de fácil uso. O texto também reforça medidas concretas de proteção contra exploração sexual, cyberbullying, publicidade predatória e exposição a conteúdos nocivos.

Além disso, a nova lei amplia as exigências de responsabilidade das plataformas. Empresas de tecnologia passam a ser cobradas por remoção de conteúdos graves, prestação de contas, mecanismos de proteção e, em caso de descumprimento, podem sofrer advertência, multa, suspensão temporária e até proibição de atividade. Parte da regulamentação complementar ainda depende de detalhamento posterior pela autoridade responsável.

Para a Looma, que atua no ecossistema de educação online, o novo cenário tende a pressionar empresas a rever não apenas políticas formais, mas a própria arquitetura de operação. “O ECA Digital impõe uma mudança prática para plataformas que organizam acesso, permanência, monetização e relacionamento com usuários. A discussão deixa de ser apenas jurídica e passa a ser operacional. Cadastro, critérios de entrada, proteção de menores, governança de conteúdo, supervisão e desenho de produto passam a ter peso maior na rotina das empresas”, afirma Guilherme Reiss, CMO da Looma.

Na avaliação do executivo, a nova lei deve acelerar a separação entre operações mais improvisadas e plataformas mais estruturadas. “Empresas que já trabalham com processos mais claros, suporte mais próximo, regras mais definidas de acesso e maior previsibilidade operacional tendem a responder melhor a esse novo ambiente. O setor de educação digital deve amadurecer em governança, não apenas em escala”, diz.

A leitura da Looma é que a proteção no ambiente digital não deve recair exclusivamente sobre as famílias. O novo marco reforça um modelo de responsabilidade compartilhada, com maior exigência sobre plataformas na prevenção de riscos e na oferta de mecanismos de supervisão, transparência e segurança. Nesse contexto, a tendência é que o setor avance para práticas mais rigorosas de controle de acesso, critérios de monetização e proteção desde a concepção dos produtos.

Embora vários pontos ainda dependam de regulamentação complementar, o sentido geral da lei já está posto: produtos e serviços digitais precisarão estar mais preparados para lidar com a presença de crianças e adolescentes em seus ambientes. Para a Looma, isso deve influenciar diretamente o modo como plataformas de ensino, conteúdo e comunidades digitais desenham suas jornadas de acesso e relacionamento daqui para frente.

Sobre a Looma
A Looma é uma plataforma voltada ao mercado de educação online, criada para atender criadores, educadores, infoprodutores e empresas que buscam reunir, em um mesmo ecossistema, recursos como checkout, área de membros, aplicativo do aluno, gestão e integrações, alem de infraestrutura de pagamentos.

Autor:

Lauro da Rocha

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