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FIV se consolida como principal técnica de reprodução humana assistida em 2026, aponta especialista

Por Gabriel Meneses·
FIV se consolida como principal técnica de reprodução humana assistida em 2026, aponta especialista

Procedimento, que une óvulo e espermatozoide em laboratório, seguirá  sendo a esperança

para milhares de casais que sonham em ter filhos; entenda as etapas 

A Fertilização In Vitro (FIV) continuará a ser o procedimento de reprodução humana assistida mais comum e eficaz em 2026, representando uma luz no fim do túnel para inúmeras pessoas com dificuldades para engravidar. A técnica, que consiste na fertilização do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial para posterior transferência ao útero, evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e com taxas de sucesso crescentes. 

O tratamento é meticulosamente dividido em quatro etapas principais, que visam otimizar as chances de uma gravidez bem-sucedida. Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana da Clínica Mãe, “a jornada da FIV é um processo de esperança e ciência caminhando juntas. Cada etapa é cuidadosamente planejada e executada para oferecer aos nossos pacientes a melhor oportunidade possível de realizar o sonho de construir uma família. A tecnologia avançou, mas o cuidado humanizado e individualizado continua sendo o pilar do nosso trabalho.” 

As etapas da Fertilização In Vitro

Segundo o médico, o processo de FIV é complexo e envolve uma sequência de fases bem definidas, desde a preparação do corpo da mulher até a confirmação da gravidez. 

Indução da ovulação: O tratamento começa com a administração de medicamentos hormonais, geralmente por via subcutânea, para estimular os ovários a produzirem um número maior de óvulos. Esta fase dura, em média, de 9 a 12 dias e é acompanhada de perto por meio de ultrassonografias transvaginais e exames de sangue para monitorar o crescimento dos folículos. Ao final, uma última medicação é aplicada para a maturação final dos óvulos. 

Coleta de óvulos e espermatozoides: Após a última medicação, os óvulos são coletados em um procedimento guiado por ultrassom, sob anestesia. Uma agulha de aspiração suga os óvulos, que são imediatamente entregues ao embriologista. No mesmo dia, é realizada a coleta de espermatozoides, geralmente por masturbação. Em casos específicos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para a obtenção dos gametas masculinos. 

Fertilização em laboratório: Com os gametas em mãos, a fertilização ocorre em laboratório. Existem duas técnicas principais: a FIV convencional, onde os espermatozoides fertilizam os óvulos espontaneamente em uma placa de cultura, e a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), na qual um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo com o auxílio de um microscópio, sendo esta a mais utilizada atualmente por sua alta precisão. 

Transferência embrionária: Após a fertilização, os embriões se desenvolvem em uma incubadora. A transferência para o útero é um procedimento simples e geralmente indolor, guiado por ultrassom abdominal. Um cateter fino é usado para depositar o(s) embrião(ões) na cavidade uterina. Após a transferência, um exame de sangue (beta-HCG) é realizado para confirmar a gravidez. 

“A FIV não é apenas uma técnica, é um conjunto de possibilidades. O avanço contínuo dos protocolos e da tecnologia laboratorial nos permite personalizar cada vez mais o tratamento, aumentando as taxas de sucesso e a segurança para os pacientes”, conclui Dr. Massaguer. 

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