Massapê: Salto de Progresso

Massapê, terra barrenta, centenária e prodígio. As serras dão canto à magnitude de sua
relevância. Notadamente, bem como faço alusão aos benfeitores da cidade, ainda antes de
seu parto, a terra fértil migra ao progresso.
Em outrora vertentes, Massapê era terra de Curral Velho, atual Santana do Acaraú.
Passou-se a vila e, nos tempos passantes, tornou-se cidade. Com 127 anos de
emancipação política, o município encontra-se ao tempo, firmada entre os tempos passados
e a modernidade. Da simples agricultura com a qual o nordestino tirava sustento, a cidade
centenária ergueu-se em grandes prédios, casas, fábricas e palacetes. O município
projeta-se em larga dimensão a outras cidades vizinhas, que permanecem inertes.
O horizonte vívido das serras contornadas ganha vigor pelo povo massapeense e pelos
visitantes que admiram a perfeição a terra dos povos originários, dos portugueses, dos
paroaras e da Maria Fumaça que, com a ascensão das linhas ferroviárias, a atividade
comercial impulsionou o desenvolvimento da cidade.
Embora a terra de Osvaldo Aguiar, João Arruda, Osmundo Pontes, Joaquim Mariano de
Sousa, Chico da Santa, Amadeu Albuquerque, Arnóbio de Andrade, Wilson Aguiar, dentre
tantas outras joias que enobrecem a cronologia histórica da cidade, ainda ecoa nas ruas
vívidas de amor, humildade e carinho, o veneno que alimenta a politicagem cultural dos
filhos da terra.
Cidade bela, onde ressoam os brilhos do embelezamento centenário, a voz do povo
massapeense, seu cantos, gritos, gargalhadas e súplicas de um povo aguerrido, vitorioso,
de corpo e alma, massa cósmica de um lugar nasceste de originalidade e permanência.
Terra fértil, ou melhor, terra de Serra Verde, que borbulha as perfeições gêneses de um
Criador amoroso pela cidade que emana luz.
Autor:
Pedro Henrique Mariano Barbosa, escritor, pesquisador, colunista.