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Escassez de mão de obra faz acompanhamento remoto ganhar força na construção civil

Por edicao·
Escassez de mão de obra faz acompanhamento remoto ganhar força na construção civil

Ferramentas digitais de monitoramento ampliam a capacidade de fiscalização e podem elevar em até 30% a produtividade de engenheiros e gestores

São Paulo, dezembro de 2025 – A escassez de profissionais especializados voltou a alterar a dinâmica dos canteiros de obras no país. Segundo o FGV IBRE, 82% das empresas encontraram dificuldade para contratar no primeiro trimestre de 2025, o maior índice em mais de uma década, com isso as construtoras têm acelerado a adoção de ferramentas que ampliam a capacidade de fiscalização técnica. Um levantamento interno da Construct IN,  mostrou que o acompanhamento remoto tem melhorado em cerca de 30% a produtividade de engenheiros, arquitetos e gestores.

O ganho vem da redução de etapas presenciais e da padronização dos registros de obra. Com informações atualizadas em tempo real e menos deslocamentos, equipes técnicas passam a dedicar mais tempo ao que exige análise especializada, mantendo a qualidade do acompanhamento mesmo com menos profissionais disponíveis.

Para Tales Silva, CEO da Construct IN, esse avanço tem relação direta com a reorganização do trabalho nos canteiros. “A escassez não afeta apenas a contratação. Ela compromete o planejamento. Quando você não tem profissionais suficientes para acompanhar várias frentes, o risco de perda de informação aumenta. O monitoramento remoto por meio da Captura da Realidade ajuda a estabilizar a rotina, mesmo quando falta gente no canteiro”, afirma.

O movimento é sustentado pelo aumento dos aportes em tecnologia. Um relatório da PlanRadar indica que 77% dos investimentos previstos para os próximos três anos serão direcionados a softwares de gerenciamento de projetos, enquanto 66% das empresas planejam investir em BIM (Building Information Modelling) no mesmo período.

O executivo destaca que o setor vive uma transição de modelo. “Durante muito tempo, a obra se apoiou quase exclusivamente na presença física. Hoje, isso já não fecha a conta. A pressão por produtividade está forçando a migração para modelos mais estruturados, que garantem acompanhamento sem depender apenas do deslocamento constante”, explica.

Além da falta de profissionais, o impacto financeiro também pesa na decisão das empresas. Com o custo da mão de obra avançando acima da inflação geral do setor, atividades repetitivas e de fiscalização passaram a ser alvo de reestruturação. “As construtoras estão revendo processos. O objetivo não é cortar equipes, mas usar melhor o recurso que já é escasso e caro”, destaca Silva.

A digitalização também vem alterando o ritmo de trabalho nos canteiros ao reduzir deslocamentos, visitas recorrentes e o tempo gasto em verificações de campo. Em operações mais complexas, como obras industriais de grande porte, gestores que antes precisavam viajar longas distâncias para checar equipamentos e etapas específicas passaram a resolver parte dessas demandas de forma remota.

O efeito é semelhante em construtoras com múltiplas frentes simultâneas, onde a automatização de registros e o acesso contínuo às informações diminuem a necessidade de presença física diária e ampliam a capacidade de acompanhamento por engenheiro.

“Tivemos casos em que profissionais que antes gerenciava cinco obras passaram a acompanhar oito ou nove sem perder qualidade, justamente porque deixaram de gastar horas com deslocamento e tarefas operacionais. Isso melhora a produtividade e também a rotina de quem está no campo”, afirma Silva.

Evolução do acompanhamento remoto

Dentro desse movimento, a Construct IN lançou recentemente o VISI, solução que formaliza o registro da evolução das obras e centraliza informações em um único fluxo de acompanhamento, reunindo diferentes tecnologias de Captura da Realidade, como ortomosaicos, imagens 360º do solo e aéreas. A tecnologia adiciona camadas estruturadas de dados ao processo, reduzindo a necessidade de visitas diárias e oferecendo uma visão contínua para engenheiros e gestores.

Tales afirma que a digitalização tende a seguir em expansão, independentemente de oscilações na oferta de profissionais. “O setor entendeu que acompanhar remotamente não é apenas uma alternativa emergencial, é eficiência e também estratégia. E deve se tornar parte permanente do modelo de gestão das obras”, conclui.

Sobre a Construct IN
A Construct IN é uma construtech pioneira em captura da realidade para o setor da construção civil. A empresa desenvolve tecnologia que documenta obras com imagens em 360º de solo e aéreas, permitindo o acompanhamento remoto de todas as etapas do projeto. Além do software, a empresa oferece serviços de gerenciamento e captura de imagens, apoiando construtoras, incorporadoras e gestores na redução de custos, aumento da transparência e tomada de decisão baseada em dados.

Autor:

Cassio Valler

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