Jornal Tribuna

Em busca de um sonho perdido!

Por Jaeder Wiler·
Em busca de um sonho perdido!

O sol sorria para mim. Era verão. As praias estavam lotadas. Mas eu sempre conseguia um espaço. Espaço para mim e para meu amor do momento. Os barcos e os veleiros brancos desfilavam pelo canal. Era um espetáculo maravilhoso. Meu jovem coração pulava de alegria. Em cada mergulho, uma sensação de prazer difícil de explicar. Aliás, essa euforia já era sentida ainda na balsa. Os automóveis transportados ficavam com o som ligado, comemorando a chegada à ilha – A Ilha Bela, uma das mais bonitas do Brasil.

Ao desembarcarmos na ilha, cada um ia para sua praia preferida: a Praia da Feiticeira, a Praia do Curral, Jabaquara ou a Praia de Castelhanos – todas imensamente lindas. Nós, eu e meu amor do momento, sorríamos muito. Algumas vezes ficávamos em um chalé; em outros momentos, em barracas. O que não fazia nenhuma diferença, porque era só alegria, uma festa.

Certa vez, um dos donos de um veleiro convidou-me para velejar. Foi um delírio! Senti-me um capitão de navio por algumas horas. Fato inesquecível. Quando chegava à noite, junto com a lua, reverenciada pelas estrelas, caminhávamos à beira-mar de mãos dadas. Não dá para explicar com palavras. O êxtase e a paz que tudo isso era internalizado no meu coração e na minha alma.

Os restaurantes lotados ofereciam as iguarias únicas de quem mora à beira-mar. Sim, apreciei todas. É claro que acompanhado de uma boa companhia e de uma cerveja bem gelada.

Ah, juventude! Você, como a Ilha Bela, cravou em minha alma uma recordação que levarei para a eternidade. Saudades de você, minha inquieta juventude. E principalmente dos amores que dela compartilharam comigo. Foi-se o sonho, vieram os cabelos prateados, mas conservo a ilha bela que se instalou em meu coração!

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