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Resina para tinta antipichação: solução inovadora promete reduzir prejuízos com vandalismo

Por edicao·
Resina para tinta antipichação: solução inovadora promete reduzir prejuízos com vandalismo

Da proteção contra pichação à redução da pegada de carbono, tecnologias são apresentadas no maior evento da indústria de tintas da América Latina

Muros pichados e rabiscados fazem parte da paisagem de várias cidades pelo Brasil. Para além do grafite como expressão artística, que enfeita e ocupa espaços públicos, a pichação ainda representa um desafio para a manutenção de edifícios, casas e construções históricas. Além do impacto visual, o problema tem um custo alto em reparos e pinturas constantes. É nesse cenário de desgaste urbano que surgem alternativas tecnológicas para proteger superfícies e reduzir os prejuízos causados pelo vandalismo. Agora, uma resina para tinta antipichação está disponível no mercado brasileiro e surge como promessa de solução para esse problema.

A resina SILRES BS 710, desenvolvida pela Wacker e distribuída pela Brenntag no Brasil, já está presente em tintas comercializadas no Rio Grande do Sul. Com tecnologia diferenciada, trata-se de um elastômero de silicone, usado sobre superfícies minerais ou metálicas. Uma vez aplicado na tinta arquitetônica, cria uma barreira protetora que impede a fixação permanente de sprays usados em pichações. O grande diferencial é que, ao contrário das soluções tradicionais, essa camada não é danificada durante a limpeza. A remoção pode ser feita de forma simples, apenas com água e uma esponja, sem necessidade de força intensa ou produtos químicos adicionais.

A demonstração está sendo feita ao vivo no estande da Brenntag no ABRAFATI SHOW, maior encontro da indústria de tintas da América Latina, realizado entre 23 e 25 de setembro, no São Paulo Expo (SP). 

Para Sérgio Santos, gerente de Produto da empresa, a resina para produzir a tinta antipichação tem um impacto importante no mercado de construção civil. “É uma solução que oferece custo-benefício real. O cliente não compra um litro de tinta, ele adquire proteção de longa duração. Imagine ter que refazer um acabamento em pedra natural por causa de vandalismo? Essa tecnologia elimina esse problema com uma barreira permanente, que resiste a ciclos de limpeza e mantém a superfície intacta”, afirma.

Outro ponto de destaque é a versatilidade do produto. Ele chega ao formulador em estado transparente, podendo ser ajustado conforme a necessidade da fabricante: pigmentado, fosco, brilhante ou totalmente invisível, o que é ideal para preservar obras de grafite artístico ou monumentos históricos sem alterar sua aparência.


Resinas naturais

Outras opções de resinas no mercado apostam no baixo impacto ambiental. No ABRAFATI SHOW, a AS Resinas expôs sua linha 100% natural, extraída de pinheiros de forma totalmente sustentável, sem necessidade de desmatamento. A madeira leva 12 anos para atingir o ponto ideal de extração da goma, que será coletada por mais 15 anos. “Após esse período, a árvore pode ser utilizada em outros setores, como a indústria de papel, celulose ou outros derivados da madeira”, afirma Tiago Albuquerque, Gerente Técnico da empresa. Cada árvore produz, em média, cerca de 3.000 gramas de goma por ano. Além de proporcionar maior brilho e resistência às tintas, o processo valoriza todo o ciclo da madeira, ampliando seu aproveitamento e promovendo sustentabilidade na cadeia produtiva.

Já a veterana MCassab apresentou duas tecnologias sustentáveis para formulações de tintas. O aditivo XTENDRA AS180 é um anti-pele, não cancerígeno, que previne amarelamento e formação de película nas tintas alquídicas. “A segunda é o Intelli-ion AX01 é um inibidor de corrosão livre de metais pesados, voltado para tintas industriais aplicadas em ambientes agressivos, como aplicações marítimas”, explica Ana Amélia Peduto Horta, Gerente de Negócios da companhia.

A Residrox, por sua vez, apresentou os pigmentos sustentáveis Continua 8510 e Continua 8000. Segundo o gerente Comercial, Novos Negócios e Qualidade, Rafael Tochetti, as soluções são obtidas a partir de pneus descartados, que substituem materiais provenientes do petróleo, reduzindo a emissão de CO?. 

Com a integração dessas tecnologias, o ABRAFATI SHOW reforça seu papel como espaço de inovação, conectando fabricantes, distribuidores e profissionais, e mostrando que a indústria de tintas está cada vez mais atenta à proteção do patrimônio urbano, à eficiência técnica e à sustentabilidade.

Autora:

Roberta Saviano

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