Jornal Tribuna

Mentiras que Matam: O Impacto Devastador das Fake News nas Vidas, Famílias, Carreiras e Reputações

Por Manuel Flavio Saiol Pacheco·
Mentiras que Matam: O Impacto Devastador das Fake News nas Vidas, Famílias, Carreiras e Reputações

Recentemente, a Justiça Eleitoral de Minas Gerais aceitou denúncia do Ministério Público contra os deputados Nikolas Ferreira (federal), Bruno Engler (estadual) e outras aliadas do PL, tornando-os réus por espalhar informações falsas na campanha municipal de 2024 em Belo Horizonte. A acusação é grave: os parlamentares teriam agido em conjunto para prejudicar a imagem do então prefeito e candidato à reeleição, Fuad Noman, que faleceu em março de 2025.

O caso envolveu duas frentes principais de ataques. Primeiro, a distorção pública de um trecho da obra “Cobiça”, escrita por Noman, em que, de forma injusta e descontextualizada, associaram o político à apologia de crimes hediondos. Em segundo lugar, os deputados também imputaram ao então prefeito a responsabilidade por suposta exposição de crianças a conteúdo impróprio em evento promovido pela prefeitura. Essas ações, segundo o Ministério Público, foram realizadas de maneira coordenada e sistemática para criar uma onda de desinformação e influenciar o resultado eleitoral em favor de Bruno Engler e sua chapa.

Mais do que um erro político ou estratégico, cabe perguntar com veemência: que tipo de humanidade e caráter há em quem acha justificável levantar inverdades contra desafetos? Essas ações não são apenas ataques verbais — elas destroem vidas, carreiras e famílias. Manipular fatos e difamar um adversário, especialmente alguém que já não pode se defender, representa uma crueldade extrema que destrói a dignidade humana e compromete a convivência ética e respeitosa que nossa sociedade precisa.

Não podemos fechar os olhos para práticas tão perigosas. Independentemente de lados políticos, a defesa da verdade e do respeito deve ser inegociável. Fake news destroem, e quem consome ou compartilha mentiras por conveniência é cúmplice desse mesmo ciclo de injustiça.

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