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Diálogos globais sobre inovação regenerativa, tecnologia e liderança consciente pautam evento com líderes do mercado em São Paulo

Por Daniella Pimenta·
Diálogos globais sobre inovação regenerativa, tecnologia e liderança consciente pautam evento com líderes do mercado em São Paulo

Entre junho e julho de 2025, o Reino Unido sediou o primeiro encontro do Embassy of the Future, uma iniciativa internacional que propõe novos cenários para o ano de 2070, combinando tecnologia, regeneração econômica e consciência humana. O evento aconteceu no histórico Broughton Sanctuary, local que simboliza a integração entre tradição e inovação, e reuniu uma rede global de diplomatas, futuristas, cientistas, empresários e lideranças culturais.

Com protagonismo crescente no debate sobre futuros possíveis, o Brasil esteve presente com uma delegação diversa, liderada pelas pesquisadoras Ligia Zotini (Voicers) e Tânia Zacharias (INNER Co.), à frente do movimento Novos Humanos Brasil. A comitiva também contou com a participação de Vanessa Sandrini, founder da VaS Soluções Estratégicas e uma das vozes mais influentes do varejo brasileiro; Bruno Pina, executivo da área da saúde e CEO da Synapse Consulting; Jeni Shih, executiva de tecnologia e Head de Inovação na Voe Sem Asas; e Mariana Ricardo, Consultora Global em Educação Corporativa e fundadora da WhatsNxt, contribuindo com reflexões profundas sobre inovação ética, sucessão familiar, cidades regenerativas, inteligência artificial consciente e novos paradigmas de liderança.

Da esquerda para a direita: Mariana Ricardo, Bruno Pina, Tânia Zacharias, Lígia Zotini, Jeni Shih e Vanessa Sandrini. (Foto: Divulgação)

“Quem trabalha com cenários de futuro percebe, aqui na nossa cartografia, que os diálogos sobre os novos futuros vão dando ferramentas para que as pessoas possam dar os próximos passos em relação a uma sociedade mais consciente, em direção às próximas décadas”, explicou Lígia Zotini durante o evento Decoding Embassy of the Future, que aconteceu no último dia 5 de agosto na Roca São Paulo Gallery, e no qual os participantes da comitiva brasileira que esteve no Reino Unido trouxeram visões de futuro que transcendem os modelos tradicionais de progresso. Na mesa, foram apresentados temas como inteligência artificial, transformação das cidades em sistemas vivos e a economia centrada em bem-estar, suficiência e circularidade.

Futuro do trabalho requer novas formas de construção

Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, cerca de 40% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar e 63% dos empregadores já citam esse problema como a principal barreira que enfrentam. Habilidades tecnológicas em IA, big data e segurança cibernética devem ter um crescimento rápido na demanda, mas habilidades humanas, como criatividade, resiliência, flexibilidade e agilidade, continuarão críticas. Uma combinação de ambos os tipos de habilidades será cada vez mais crucial em um mercado que está mudando tão rapidamente.

O Embassy of the Future nasce como um conselho global transdisciplinar, cuja missão é imaginar e cocriar futuros mais conscientes e regenerativos, com oito áreas estruturantes — Economia, Educação, Tecnologia, Assuntos Internacionais, Cidades e Comunidades, Saúde, Terra e Humanidade Consciente. A proposta do encontro em São Paulo foi compartilhar as experiências do Embassy of the Future e promover diálogos que integraram ciência, tecnologia, espiritualidade, ética e práticas de inovação regenerativa.

“Construir os nossos melhores momentos de vida a partir do agora. Acredito que esse seja o grande convite desse time que propõe a metodologia e a conceituação Novos Humanos. Nós viajamos para o Embassy of the Future com o objetivo de buscar novas formas de escrever esse futuro, e encontramos ressonância com as metodologias pensadas aqui no Brasil, com o time da casa, que fez pesquisas aprofundadas olhando para o nosso país e para os líderes que temos aqui. Ou seja, o que existe em Novos Humanos está validado por uma comunidade internacional”, destacou Vanessa Sandrini. 

A inovação como exercício coletivo

O Decoding Embassy of the Future reafirmou que o futuro não será construído por respostas individuais a crises globais. A proposta de co-inteligência – termo cunhado pela delegação brasileira no encontro no Reino Unido – se apresentou como uma das chaves para integrar razão e sensibilidade, estratégia e legado, tecnologia e humanidade. Nesse contexto, o Brasil tem um papel relevante ao somar sua pluralidade cultural, seus saberes ancestrais e sua experiência histórica à construção de soluções regenerativas e colaborativas.

O papel da tecnologia no redesenho das estruturas sociais e econômicas esteve no centro da dinâmica do dia. “O professor De Kai, membro do Conselho de Ética em IA da UNESCO, reforçou que a inteligência artificial reflete quem somos — nossos valores, escolhas e práticas cotidianas. Esse entendimento foi amplamente discutido pela delegação brasileira no Embassy, defendendo um uso intencional, ético e humanizado da tecnologia, capaz de amplificar a sabedoria humana em vez de substituí-la”, pontuou Tânia Zacharias.

Conexões futuras

O Embassy of the Future integra iniciativas como o Horasis Global Meeting, que terá nova edição em São Paulo em outubro de 2025, ampliando o escopo dessas discussões com lideranças empresariais e institucionais do mundo todo. A intenção é transformar visões em ações práticas para empresas, comunidades e governos.

O evento Decoding Embassy of the Future reforçou o protagonismo do Brasil em debates internacionais sobre inovação, ética e sustentabilidade. Ao traduzir temas globais em perspectivas aplicáveis ao contexto local, a iniciativa Embassy of the Future aponta caminhos concretos para empresas, instituições e lideranças que buscam se preparar para os desafios das próximas décadas. Em um momento em que o futuro do trabalho, da tecnologia e da sociedade se reconfigura rapidamente, propostas como essa mostram que o Brasil não apenas acompanha a transformação — mas também ajuda a liderá-la.

Acompanhe a agenda e as ações da iniciativa no Instagram.

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