GOLPES.

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro recebeu tornozeleira eletrônica, com a proibição de se aproximar de qualquer embaixada, acessar redes sociais, cumprindo recolhimento domiciliar no período noturno e finais de semana. Fica claro o envolvimento do ex-presidente e de seu filho Eduardo Bolsonaro na “taxação política” dos produtos brasileiros em 50% por parte do Trump, bem como o pedido de intervenção militar no Brasil. Verdadeiramente, o slogan mudou de “Brasil acima de Tudo” para “Bolsonaro acima de todos”. Não quero aqui discutir se a dose das penas para a mulher que passou batom na estátua é demasiada ou não, mas fica patente que houve sim trama para prática de golpe, com direito a gravação de discussão da reunião convocada pelo ex-presidente Bolsonaro. O que assistimos hoje é a força extrema do homem da Capa Preta que decide tudo de forma monocrática.
Voltamos a Lava Jato: não sou jurista, mas me parece óbvio que o ex-presidente Lula se não foi culpado, no mínimo foi conivente. Ainda no Mensalão, ficamos todos estarrecidos com a corrupção instalada nas entranhas do governo, com o poder extremo de José Dirceu. No caso da Lava Jato, onde réus confessos devolveram milhões aos cofres públicos, reformas feitas as custas de empreiteiras foram feitas de “graça” no sítio de Atibaia. O depoimento do marqueteiro de Lula, publicitário João Santana, deixou mais claro do que nunca o envolvimento do ex-presidente Lula, de acordo com o marqueteiro, nos encontros que teve com Palocci ficou claro que Lula sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora porque Palocci sempre alegava que as decisões definitivas dependiam da “palavra final do chefe”. Ainda a marqueteira Mônica Moura contou na delação que a ex-presidente Dilma Rousseff estava preocupada com o avanço das investigações da Lava Jato. Segundo a delação feita pela Mônica, quem repassava a Dilma as informações sobre a Lava Jato era o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Mônica contou que criou no computador da então presidente um email com nome e dados fictícios e uma senha que as duas sabiam para que as mensagens pudessem ser lidas e escritas por elas. As mensagens ficavam armazenadas na caixa de rascunho, assim, teoricamente, as informações não circulavam.
Resumidamente, tivemos corrupção por parte do megalomaníaco Presidente Lula (“Nunca Antes na história deste país…”), que será reconhecido por não ter feito nenhuma reforma estrutural no primeiro mandato, quando tinha plenas condições políticas e econômicas para tal, sendo reconhecido pelo apego ao poder, deixando como legado estádios de futebol como a Arena do Amazonas, onde os times mal lotam uma Kombi em Manaus. Por outro lado, fomos vítima do sociopata Bolsonaro, que em nenhum momento deixou de ser o deputado que brigava com a Maria do Rosário nos corredores do Congresso, para governar e unir o Brasil, buscando cisão, inimigos e dividindo o país entre Nós x Eles. Como única forma do Brasil se livrar do Bolsonaro era libertar seu inimigo, tivemos, ao meu ver, um golpe: liberar Lula da prisão. O resto todos sabemos. Enquanto isto, quem pensa fora destas duas seitas é agredido por todos os lado: para os bolsonaristas eu sou comunista e para os lulopetistas eu sou reacionário. Durma-se com um barulho desses!
Autor:
Marcelo do Vale Nunes