Conversa e visita mediada na exposição “Fullgás: artes visuais e anos 1980 no Brasil”no CCBB SP

Como parte da exposição “Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil”, será realizada no próximo sábado, dia 5 de julho de 2025, às 17h, uma conversa com os artistas Leda Catunda, Sérgio Lucena e Simone Michelin, com mediação do curador-adjunto da exposição Tálisson Melo, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Ampliando ainda mais as discussões em torno da exposição, no dia 12 de julho, às 15h30, será realizada uma visita mediada na mostra com a curadora-adjunta Amanda Tavares. Ambos os eventos são gratuitos e abertos ao público e os ingressos deverão ser retirados 1 hora antes nas bilheterias física e virtual do CCBB.
Na conversa “Fullgás 80’s: entre pintura e multimídia”, os artistas Leda Catunda, Sérgio Lucena e Simone Michelin falarão sobre as suas experiências no mundo das artes durante a década de 1980. Sérgio Lucena trabalha com pintura, assim como Leda Catunda, que utiliza outras materialidades. Já Simone Michelin é artista multimídia, trabalha com fotografia, vídeo e arte digital. A conversa também mostrará um pouco da diversidade regional que está presente na exposição, uma vez que os artistas nasceram em diferentes estados brasileiros: Leda Catunda em São Paulo, Sérgio Lucena na Paraíba e Simone Michelin no Rio Grande do Sul.
Já na visita mediada, a curadora-adjunta Amanda Tavares guiará o público pela grande exposição “Fullgás: artes visuais e anos 1980 no Brasil”. Em cartaz até o dia 4 de agosto no CCBB São Paulo, a mostra apresenta cerca de 300 obras de mais de 200 artistas de todas as regiões do país, mostrando um amplo panorama das artes brasileiras na década de 1980. Completam a mostra elementos da cultura visual da época, como revistas, panfletos, capas de discos e objetos icônicos, ampliando a reflexão sobre o período. A curadoria-chefe é de Raphael Fonseca e a curadoria-adjunta de Amanda Tavares e Tálisson Melo.
A exposição ocupa todo prédio histórico do CCBB São Paulo e está dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: “Que país é este” (1987), “Beat acelerado” (1985), “Diversões eletrônicas” (1980), “Pássaros na garganta” (1982) e “O tempo não para” (1988). Na rotunda do CCBB há uma instalação do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes, com um grande balão feito especialmente para a mostra. No espaço do programa educativo, uma banca de jornal com revistas, vinis, livros e gibis publicados no período, com fatos marcantes da época, faz o público entrar no clima da exposição.
A mostra aborda o período de forma ampla, entendendo que seus questionamentos e impulsos começaram e terminaram fora do marco temporal de dez anos que tradicionalmente constitui uma década. Desta forma, a exposição abrange o período entre 1978 e 1993, tendo como marcos o final do Ato Institucional 5 e o ano posterior ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. “Consideramos para a base de reflexões este arco de quinze anos e todas as suas mudanças estruturais e culturais para pensarmos o Brasil: do fim da ditadura militar ao retorno a uma democracia que, logo na sequência, lidará com o trauma de um impeachment”, contam os curadores, que selecionaram para a exposição obras de artistas cujas trajetórias começaram neste período.
Nas artes visuais, a Geração 80 ficou marcada pela icônica mostra “Como vai você, Geração 80?”, realizada no Parque Lage, em 1984. A exposição no CCBB entende a importância deste evento, trazendo, inclusive, algumas obras que estiveram na mostra, mas ampliando a reflexão. “Queremos mostrar que diversos artistas de fora do eixo Rio-São Paulo também estavam produzindo na época e que outras coisas também aconteceram no mesmo período histórico, como, por exemplo, o ‘Videobrasil’, realizado um ano antes, que destacava a produção de jovens videoartistas do país”, ressaltam os curadores. Desta forma, “Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil” terá nomes de destaque, como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Leonilson, Luiz Zerbini, Leda Catunda, entre outros, mas também nomes importantes de todas as regiões do país, como Jorge dos Anjos (MG), Kassia Borges (GO), Sérgio Lucena (PB), Vitória Basaia (MT), Raul Cruz (PR), entre outros. Para realizar esta ampla pesquisa, a exposição contou, além dos curadores, com um grupo de consultores de diversos estados brasileiros.
Além das obras de arte, a exposição traz, ainda, diversos elementos da cultura visual da década de 1980, como revistas, panfletos, capas de discos e objetos, que fazem parte da formação desta geração. “Mais do que sobre artes visuais, é uma exposição sobre imagem e as obras de arte estão dialogando o tempo inteiro com essa cultura visual, por exemplo, se apropriado dos materiais produzidos pelas revistas, televisões, rádios, outdoors e elementos eletrônicos. Por isso, propomos incorporar esses dados, que quase são comentários na exposição, que vão dialogando com os elementos que estão nas obras de fato”, ressaltam Raphael Fonseca, Amanda Tavares e Tálisson Melo.
O projeto é patrocinado pela BB Asset, gestora de fundos do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Receber essa exposição reforça o papel do Centro Cultural Banco do Brasil como espaço estratégico de valorização da memória cultural brasileira e de democratizar o acesso à arte, oferecendo ao público uma oportunidade única de revisitar um período fundamental de transição política, social e estética no Brasil, sob uma perspectiva abrangente e descentralizada. Sua presença no CCBB SP, não apenas amplia o alcance e o impacto da exposição como também reafirma o compromisso do Banco do Brasil com a promoção da diversidade artística nacional, contribuindo para a construção de um olhar crítico e plural sobre a história recente do país.
“Fullgás”, que já foi um grande sucesso no CCBB Rio de Janeiro e no CCBB Brasília, fica em cartaz no CCBB São Paulo até 4 de agosto de 2025. Em seguida, será exibida no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, de 27 de agosto a 17 de novembro de 2025.
SOBRE OS ARTISTAS QUE PARTICIPARÃO DA CONVERSA
LEDA CATUNDA desde o início de sua prática, a artista faz uso de tecidos, pelúcias, tapetes, toalhas, cobertores e lonas, em detrimento da pintura direta sobre a tela. Com diferentes texturas e formatos, esses elementos subvertem os limites da pintura e carregam significados próprios fraturados pelas ações de pintar, costurar e colar. Graduou-se em artes na FAAP e defendeu seu doutorado na ECA-USP. Atuou como docente em instituições de ensino superior e em seu ateliê. Sua obra esteve nas mostras Como vai você, Geração 80? e 18ª Bienal de São Paulo (1985).
SERGIO LUCENA iniciou graduação em física e psicologia na UFPB, mas não chegou a concluir os cursos. Em 1982 começou a estudar técnicas de desenho e pintura com o artista Flávio Tavares. Em 1988, entrou em contato com as ideias do Movimento Armorial, levado a cabo por Ariano Suassuna, que enfatizava as manifestações populares. Esse contato influenciou fortemente os primeiros anos de sua produção artística, período em que começou a pintar a óleo trabalhos que revelam um jogo de representações de seres inventados, além de uma pesquisa contínua sobre luz e cor.
SIMONE MICHELIN graduou-se em artes plásticas na UFRGS (1979) e cursou mestrado e doutorado em artes visuais na UFRJ. Integrou uma geração de artistas que, com Vera Chaves
Barcellos, inaugurou o Espaço N.O. em 1979, para ser sede de uma cooperativa de artistas. Lá realizou sua primeira exposição individual. Entre 1978 e 1993, sua produção se deu principalmente por meio da fotografia, captando uma percepção do cotidiano e do espaço ao seu redor. Em 1983 mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a integrar o Departamento de Artes Base da UFRJ, do qual se tornou professora e pesquisadora em 1992.
SOBRE A BB ASSET
A BB Asset, empresa do Banco do Brasil, é responsável pela gestão de mais de 1200 fundos de investimento para 2 milhões de pessoas que buscam realizar seus sonhos. Líder nacional no setor de fundos de investimento, detém aproximadamente 19% do mercado e administra um patrimônio líquido de cerca de R$ 1,73 trilhão*. Além disso, é reconhecida pela qualidade de sua gestão com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Rating e Moody’s. Nossas soluções de investimento estão disponíveis para atender a ampla variedade de objetivos de nossos clientes. Como líder de mercado, entendemos nossa responsabilidade na atuação em prol dos desenvolvimentos ambiental, social, de governança corporativa e cultural. Com o objetivo de agregar valor à sociedade, a BB Asset patrocina iniciativas como a exposição Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil. Porque, além de gerir ativos financeiros, investir em arte e cultura – para a maior gestora de fundos do Brasil – também é melhorar a vida das pessoas! E esse é o nosso propósito! BB Asset: busque mais para seus investimentos!
*Dados do ranking da ANBIMA de março de 2025.
SOBRE O CCBB SP
O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado para formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço em um prédio, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas. Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só, já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.
Serviço: Conversa Fullgás 80’s: entre pintura e multimídia
5 de julho de 2025, às 17h
Auditório do CCBB São Paulo
Capacidade: 45 lugares
Entrada gratuita, com retirada de senha 1 hora antes nas bilheterias física e virtual do CCBB
Visita mediada na exposição Fullgás; artes visuais e anos 1980no Brasil
12 de julho de 2025, às 15h30
Entrada gratuita, com retirada de senha 1 hora antes nas bilheterias física e virtual do CCBB
Exposição Fullgás; artes visuais e anos 1980 no Brasil
Período: até 04 de agosto de 2025
Horário: Todos os dias, das 9h às 20h (exceto às terças)
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Ingressos: Gratuitos em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB







Autora:
Beatriz Caillaux