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Seguro garantia cresce no Brasil com influência da nova lei

Por Débora Santos·
Seguro garantia cresce no Brasil com influência da nova lei

Seguro garantia cresce no Brasil impulsionado por PAC e nova legislação que entrou em vigor. A nova lei de licitações visa modernizar, aumentar a eficiência e agilizar processos.

O mercado de seguro garantia no Brasil tem crescido de forma consistente, sendo a maior parte dos prêmios emitidos pelos seguros judiciais trabalhistas, cíveis e fiscais. Em 2023, o destaque foi o seguro garantia judicial na esfera fiscal, influenciado pela Nova Lei do Carf (Lei nº 14.689/2023), que ampliou a necessidade desse tipo de proteção em disputas tributárias.

Para 2024, dois fatores reforçaram ainda mais a demanda por seguro garantia. O primeiro é a retomada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos superiores a R$ 1 trilhão em infraestrutura, que tem gerado novas oportunidades para o seguro garantia executante. Já o segundo é a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que entrou em vigor e, desde janeiro, intensificou o uso do performance bond em contratos públicos. Além disso, tais fatores consolidaram a importância do seguro garantia no mercado, acompanhando o crescimento dos setores de infraestrutura e obras públicas no país.

Gabriela Heinen, especialista da Genebra Seguros, afirma que “de acordo com dados da SUSEP, esse produto representa cerca de 70% do total das linhas financeiras. Atualmente, mais de 40 seguradoras no Brasil oferecem seguro garantia, sendo que a Genebra Seguros atua com 30 delas.” A advogada menciona ainda que em 2023 o seguro garantia bateu seu recorde, chegando a arrecadar R$ 4,3 bilhões. Ademais, a Lei de Licitações  nº 14.133/2021 ampliou as oportunidades para o produto no setor público, aumentando as possibilidades de crescimento.

O conteúdo da Lei de Licitações

O objetivo da Lei de Licitações de 1º de abril de 2021 é aumentar a transparência, eficiência e competitividade nas contratações, garantindo melhor uso dos recursos públicos. Para isso, ela estabelece normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas diretas.

Licitações digitais e transparência

Uma das principais inovações da lei é a exigência de processos licitatórios digitais, tornando as contratações mais transparentes e acessíveis. Para isso, foi criado o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), onde todas as licitações devem ser registradas e divulgadas, garantindo ampla concorrência e controle social.

Critérios para escolha da melhor proposta

Os critérios para a escolha da melhor proposta variam conforme o tipo de contratação. A administração pública pode optar por menor preço, maior desconto, melhor técnica, maior lance (no caso de leilões) ou maior retorno econômico. Essa diversidade de critérios permite mais flexibilidade para garantir a melhor solução para cada situação.

Instrumentos auxiliares para eficiência

A lei também estabelece instrumentos auxiliares para melhorar a organização e a eficiência das contratações. Entre eles estão o credenciamento, a pré-qualificação, o procedimento de manifestação de interesse e o sistema de registro de preços e cadastro. Essas ferramentas ajudam a selecionar previamente fornecedores e reduzir entraves burocráticos.

Agilidade nos processos

Para agilizar os processos, a lei determina uma fase única para recursos administrativos, evitando múltiplas etapas de contestações e reduzindo atrasos nas licitações. Esse modelo torna a tramitação mais dinâmica e eficiente, beneficiando tanto a administração quanto os fornecedores.

Garantias na execução dos contratos

Na execução dos contratos, a legislação introduz o performance bond, um tipo de garantia que assegura que a obra ou serviço será concluído mesmo em caso de inadimplência do contratado. Ademais, a administração pública pode exigir garantias que cubram até 30% do valor do contrato para projetos de grande porte, reduzindo riscos de descumprimento.

Penalidades mais rigorosas

A nova legislação também endurece penalidades para fraudes e descumprimentos contratuais, prevendo sanções administrativas e criminais mais rigorosas para empresas e gestores envolvidos em irregularidades. Isso fortalece o combate à corrupção e protege o interesse público.

Em suma, a Lei nº 14.133/2021 define cinco modalidades de licitação: concorrência, concurso, leilão, pregão e diálogo competitivo. Além disso, moderniza os processos de contratação ao exigir procedimentos totalmente digitais por meio do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). A lei também estabelece instrumentos auxiliares, como credenciamento, pré-qualificação, manifestação de interesse, sistema de registro de preços e registro cadastral, para aumentar a eficiência e transparência das licitações.

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