Jornal Tribuna

Nas fintechs, soluções em CX lideram transformação na experiência financeira do cliente

Por Edição Jornal Tribuna·
Nas fintechs, soluções em CX lideram transformação na experiência financeira do cliente

Pesquisa aponta o Brasil como líder em experiência do cliente no setor financeiro, impulsionado pela inovação das fintechs e o compromisso notável com a satisfação e eficiência do cliente

São Paulo, 09 de fevereiro de 2024 – A jornada do cliente no cenário financeiro brasileiro segue experimentando uma transformação significativa com a ascensão das fintechs. Antes, o setor bancário tradicional operava em um modelo caracterizado por processos burocráticos, pela demora nas transações e as altas taxas. Com a digitalização impulsionada pelas startups do setor, houve uma simplificação dos processos para tornar a abertura de contas, empréstimos e demais transações cada vez mais rápidas e acessíveis.

As oportunidades surgiram da maturação no Customer Experience (CX), que incentivou a transparência de custos e uma oferta ampla em serviços com taxas mais baixas – ou mesmo sem taxas. “Os clientes geralmente têm uma compreensão mais clara das tarifas associadas aos serviços de uma fintech. Isso gerou uma mudança significativa para a jornada do cliente, em função da importância que as instituições financeiras dão aos seus clientes”, explica Marian Canteiro, diretora executiva da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), CEO e co-founder do Banco Útil.

Segundo dados do relatório “CX Accelerator”, da Zendesk, 23,4% das organizações brasileiras são consideradas líderes em CX. O percentual está significativamente acima da média global, que é de 14,5%, e coloca o Brasil no topo do ranking mundial, superando países como Canadá e Índia. Além disso, as empresas brasileiras demonstram uma eficiência notável na resolução de seus atendimentos, sendo 83% mais propensas do que a média mundial a resolverem questões em menos de uma hora. “Esse compromisso com a eficiência também é crucial para prover uma experiência positiva ao cliente, uma vez que a resolução rápida de problemas é fundamental”, comenta Marian.

Outro destaque é o retorno de investimento positivo em programas de CX, considerando que 70% dos consumidores afirmam estar dispostos a gastar mais com empresas que oferecem experiências mais fluidas, personalizadas e integradas. “A importância estratégica do CX para o cenário nacional é evidenciada pela conexão entre a qualidade na experiência do cliente e o consequente retorno financeiro”, pontua.

Tendências em CX para o ecossistema de fintechs em 2024

As fintechs seguem em um processo permanente de evolução para oferecer experiências cada vez mais personalizadas e convenientes aos seus clientes. Entre as tendências emergentes em CX para o setor está a utilização de algoritmos e inteligência artificial para personalizar produtos, serviços e recomendações com base no comportamento do cliente, em seu histórico de transações e suas preferências.

“Integrar tecnologias de inteligência artificial tem o potencial de ampliar as capacidades de machine learning e blockchain ao longo do ano para aprimorar processos, reforçar a segurança e proporcionar uma experiência mais eficaz. A oferta de serviços de forma consistente em diversos canais, como aplicativos móveis, websites, redes sociais e chatbots, também devem seguir proporcionando uma experiência contínua e integrada aos usuários”, comenta a executiva.

A utilização de uma análise de dados avançada para entender o comportamento do cliente, antecipar suas necessidades e oferecer soluções customizadas, também é apontada como tendência para o setor.

Sobre a ABFintechs: Fundada em 2016 por empreendedores de fintechs, a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), possui cerca de 700 associadas e tem como missão garantir o suporte e apoio necessários para sustentabilidade das startups do segmento financeiro no Brasil, além de trabalhar pela regulamentação do setor e colaborar para que o país seja uma referência em inovação disruptiva em finanças. A Associação realiza um trabalho próximo a Agências Reguladoras e Autarquias como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central do Brasil (BCB), Superintendência de Seguros Privados (Susep), Ministério da Economia, dentre outras, com importantes conquistas alcançadas como a Instrução CVM 588, Resolução 4656 do Banco Central e Sandbox regulatório. 

Autora:

Patrícia Nascimento

Comentários

Deixe um comentário