Jornal Tribuna

Desidratação nos idosos pode ocasionar até confusão mental

Por Edição Jornal Tribuna·
Desidratação nos idosos pode ocasionar até confusão mental

Pessoas com mais de 60 anos sofrem uma diminuição do número e da sensibilidade de receptores corporais que controlam a sede. Sem perceber, eles sentem menos vontade de beber água – mas o corpo continua necessitando de uma boa quantidade de líquidos para que todo o organismo funcione bem. Assim, os idosos acabam sendo mais suscetíveis à desidratação.

Entre tantos outros benefícios a água é essencial para a sobrevivência, a necessidade hídrica dos idosos é semelhante a dos adultos, porém, na terceira idade a ingestão acaba sendo menor ou somente quando se sente sede, o que pode levar o idoso a fraqueza muscular e aumento de infecções, principalmente a urinária, em alguns casos, se registra até confusão mental.

Assim, os cuidados com os idosos no verão devem envolver medidas que possam favorecer a hidratação do organismo e reduzir o calor corporal para evitar a hipertermia, que ocorre quando a temperatura do corpo fica acima de 37,4°C, sendo que a temperatura do organismo deve girar em torno de 36 °C.

Quando há uma elevação, o organismo utiliza várias estratégias para resfriá-lo, como o suor. O corpo então se desidrata, não ocorre a sudorese, e a temperatura pode aumentar, causando sérios riscos à saúde, principalmente nas temperaturas elevadas e sensação térmica muito alta.

Alguns sintomas podem servir de alerta como, por exemplo, dores abdominais, contraturas musculares (câimbras), vômito, dor de cabeça, tontura, fraqueza, excesso ou falta de suor e sintomas neurológicos como irritabilidade, alucinações e delírios.

Outros fatores que podem anteceder a hipertermia e podem agravá-la são as doenças preexistentes, como a insuficiência cardíaca congestiva, diabetes, enfisema, asma, demências ou comprometimentos da cognição.

Quando a temperatura no verão está muito elevada, as proteínas do corpo, bem como membranas celulares e enzimas (especialmente na região do cérebro), podem ser destruídas ou apresentar um mau funcionamento.

Para evitar que os idosos fiquem desidratados, principalmente no verão, o ideal é oferecer pequenas quantidades de líquidos ao longo do dia como água, sucos, chás, água de coco ou frutas como abacaxi, melão, melancia, tangerina e laranja.

Como o corpo humano é formado por aproximadamente 80% de água, manter o organismo hidratado adequadamente é importantíssimo para o seu bom funcionamento. A água aumenta o fluxo sanguíneo e melhora a circulação evitando inchaços e câimbras. A desidratação ocasiona problemas vasculares e que – combinados a outros agravantes – podem ocasionar o surgimento de vasinhos ou agravar as varizes de quem já possui.

Quando seu corpo não está recebendo água suficiente, ele desacelera a circulação sanguínea. O consumo correto de água garante a irrigação e a nutrição do sangue, favorecendo a absorção dos nutrientes necessários para o equilíbrio celular e da pele, uma vez que estimula o corpo a eliminar toxinas. A hidratação é ainda mais necessária com o aumento da temperatura.

Roupas leves e claras, evitar atividades externas, nos horários mais quentes do dia, usar filtro solar, chapéu ou boné, evitar tomar cafeína e álcool, pois são bebidas que contribuem para a desidratação, são outros cuidados primordiais.

Autor:

André Lima é neurologista, membro da Academia Brasileira de Neurologia e Diretor Médico da Clinica Neurovida

1 Comentário

  1. Rodrigo
    Rodrigo

    Importante se hidratar… não só os idosos, embora quanto mais vehos ficamos mais crítica nossa saúde fica..

Deixe um comentário