Jornal Tribuna

1612 – Tudo em excesso é prejudicial           

Por Tania Miranda·
1612 – Tudo em excesso é prejudicial           

O Astro Rei já deu o ar de sua graça, confirmando que ele é quem governa o mundo… pois sem seu calor, nada no mundo sobrevive… claro que se for calor demais… afinal, temos um ponto máximo de resistência, não é mesmo?

O fato de necessitarmos do calor do Sol, mas ao mesmo tempo essa necessidade ter um limite me faz pensar… tudo que é excessivo, não importa quão benéfico pareça ser, é prejudicial…

O Amor… se ofertado moderadamente, é o melhor bálsamo para todas nossas mazelas. Mas, excessivo, acaba por nos sufocar… pois deixa de ser Amor para tornar-se algo opressivo…

A Paciência… na dosagem certa, é tudo que necessitamos na vida. Quando ofertado em demasia, estimula abusos por parte de que recebeu tal benesse…

A Amizade… muitos confundem esse sentimento e, se não houver limites nesse relacionamento, ele se torna tóxico e prejudicial… para os dois lados. Sim, porque a pessoa que tornou-se tóxica está sendo prejudicada tanto quanto a sua vítima… 

Poderia citar mais exemplos, mas creio que estes são suficientes… é estranho pensar… e falar… assim, mas é como a vida é. Afinal, se estamos em uma mesa farta e nos esbaldamos com a refeição que nos é oferecida, sem nos preocuparmos com nada além de saciar nossa gulodice… bem, seremos tão prejudicados como seríamos se não tivéssemos nada para saciar a fome…

Quem gosta de beber sabe que nada é mais prazeroso  do que sorver sua bebida favorita… mas se a pessoa se esquece de seus limites e consome seus drinks além do razoável, bem…

Cada pessoa tem seu ponto de vista sobre a vida… e o que é bom para mim com certeza pode não ser para a pessoa que está ao meu lado. Mas… por mais que não queiramos admitir, exageros em qualquer momento da vida não são benéficos…

E por que não o são? Simples… todos temos um limite… e quando extrapolamos esse limite simplesmente entramos em um processo de autodestruição que, se não for contido a tempo, nos levará à ruína total…

Por isso temos que ser comedidos, em todos os nossos atos… mesmo aqueles que aparentemente são bons para nós e nossos semelhantes… pois até a bondade excessiva pode destruir nossa alma…

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