Estrangeiro no meu país
Por Edição Jornal Tribuna·

Estrangeiro no país em que nasci é o que sinto. Refém das contra ideias, combatente de meus inimigos, tocador de almas como um instrumento.
Não toco instrumentos, se tocasse seria com a alma. Tampouco sou cantor, mas canto todos os dias as melodias dos libertos. Sou Estrangeiro e refém no meu país, e liberto das amarras dos inimigos, e carrego comigo a riqueza do falar, pensar e o agir. Carrego comigo a ancestralidade e busco todos os dias o meu quinhão. A minha identidade se perdeu no passado, mas na minha alma clamo pelo resgate todos os dias, minha memória e identidade já mais será refém de um estrangeiro.
Autor:
Prof. Antonio R. D.D. Santos