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Marcella Maia atriz que trabalhou na Globo, realiza cirurgia de emergência no rosto para retirada de silicone industrial Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP) e Cosmiatria Dr. Diovane Ruaro esclarece sobre os riscos

Por Edição Jornal Tribuna·
Marcella Maia atriz que trabalhou na Globo, realiza cirurgia de emergência no rosto para retirada de silicone industrial Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP) e Cosmiatria Dr. Diovane Ruaro esclarece sobre os riscos

A atriz e cantora Marcella Maia concedeu uma entrevista para a Com Brasil TV nesta semana contando um pouco do sofrimento que viveu onde precisou fazer uma cirurgia de urgência para retirar o silicone industrial de sua face, segundo a artista ela precisou fazer o procedimento cirúrgico na Colômbia e contou alguns detalhes: “Tinha um pedaço no meu olho e ainda estou com o rosto paralisado. Os médicos não sabiam o que era e por sorte, o pior não aconteceu comigo, mas eu estava com uma bomba relógio em meu rosto. Prestem muita atenção e cuidado com o silicone industrial”.

Conversamos com o Presidente do Colegio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP)  Dr. Diovane Ruaro

Exatamente como a atriz perfeitamente coloca ” são vítimas do silicone industrial “. Independente de saber ou não que estão usando, são vítimas.

Silicone industrial é um composto químico que nunca deveria ser usado para fins estéticos, não tem aprovação em nenhum local do mundo e é crime o seu uso.

Vale  destacar que o Silicone Industrial não é fabricado para uso médico. Por isso, não é esterilizado, é muitas vezes é injetado em condições e com material também inadequado, em sua grande maioria das vezes são realizados por não médicos e em locais não apropriados, como salões de beleza ou até cômodos de apartamentos e casas próprias .

 Se desconfiar do local, se for feito sem as mínimas condições de assepsia e limpeza e se o profissional não for da área médica e capacitado , desconfie, já é uma dica . 

O valor também, geralmente são preço muito mais atrativos que quando se usa ácido hialurônico ou PMMA.

A atriz realmente teve sorte pois foi diagnosticada e atendida a tempo, mas diariamente inúmeras mulheres, muitas delas menos privilegiadas sofrem as consequências das escolhas erradas de optar por uso de substâncias injetáveis sem saber a procedência ou mesmo sabendo. Silicone industrial sempre causará problema, mais cedo ou mais tarde. Quanto mais quantidade for colocada, mais grave e mais riscos à saúde.

O silicone reage com os tecidos em volta, gerando inflamação crônica, dor e alterações residuais importantes, e como nesse caso até causando tumoração.

 E sofrem com as sequelas para o resto da vida.

Os preenchedores médicos, aprovados pela Anvisa, são o PMMA (definitivo), o Ácido Hialurônico, e hidroxiapatita de cálcio ou o acido polilático (temporarios), cujos nomes comerciais podem ser facilmente encontrados na Internet. 

O Silicone medicinal injetável é proibido no Brasil.

Necessário  alertar a população dos riscos dessa prática que não se trata de procedimento médico e sim de crime contra a vida é que deve ser combatido com rigor pelas autoridades policiais.

Autora:

Viviane Alexandre 

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