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Especialista americano sugere maior investigação para aplicar IA de maneira assertiva nas empresas

Por Edição Jornal Tribuna·
Especialista americano sugere maior investigação para aplicar IA de maneira assertiva nas empresas

Empresas no mundo todo estão adotando cada vez mais o uso de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) para diversos setores. O de Recursos Humanos tem utilizado essas ferramentas para avaliar profissionais, gerenciar desempenho e proporcionar economias consideráveis de tempo e custo nos processos e áreas. Mas a falta de pesquisas aprofundadas sobre o tema pode gerar exageros sobre os benefícios e aumentar o pessimismo sobre a utilização dessas tecnologias. 

É o que defende o pesquisador americano e professor assistente de psicologia industrial-organizacional da Virginia Tech e membro sênior da Wharton People Analytics da Universidade da Pensilvânia, Louis Hickman, que estuda o desenvolvimento dessas tecnologias dentro de empresas. Para ele, as organizações do mundo real estão adotando rapidamente ferramentas de IA e ML, mas há pouca pesquisa sobre elas e seus efeitos no dia a dia. “É preciso realizar pesquisas rigorosas e de alta qualidade sobre a utilização dessas ferramentas e métodos dentro de empresas para informar a sociedade sobre seus reais potenciais e de que forma elas devem ser utilizadas”, ressalta.

No Brasil, Hickman participou do 1º People & Data Conference, promovido pela Mindsight, ecossistema de softwares que integra dados para gestão de pessoas, e reforçou que a falta de conhecimento tem atrasado o setor de RH na inovação. “O lançamento público do ChatGPT, da IA e ML está na mente de todos e em todos os lugares. Mas para atingir os potenciais benefícios que podem trazer à sociedade e às empresas, precisamos explorar ainda mais o tema por meio de pesquisas e estudos de casos que comprovem, reforcem e até orientem melhorias, entregando de fato sua maior eficiência”, explica.

Rickman também defende que, ao cortar o ruído e entender essas tecnologias, será possível incluir questões de preconceito e justiça, avaliar construtos psicológicos de comportamentos promulgados, ajudando os trabalhadores a aprender e se desenvolver e, ao mesmo tempo, avançar na compreensão da percepção interpessoal dentro das empresas.

Para Thaylan Toth, CEO e Cofundador da Mindsight, o debate do uso da máquina para gerenciar pessoas é mais do que necessário. “É uma tendência mundial. O Brasil já tem todo o acesso necessário para evoluir a gestão de pessoas com mais eficiência e análise de dados. Só precisamos aperfeiçoar esse uso”, defende. 

Autora:

Caroline Almeida

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