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Solitude

Por Edição Jornal Tribuna·
Solitude

É inevitável a dificuldade em ficarmos sozinhos, pois aprendemos desde cedo que uma pessoa “normal” tem que se socializar, fazendo-nos pensar que a solitude é algo vazio e escuro quando, na verdade, não é, é um isolamento voluntário.

A maioria das vezes, estar sozinho significa um reencontro consigo mesmo; um encontro com sua paz interior ou simplesmente a necessidade de estar completamente sozinho e está tudo bem.

É saudável ter esse tipo de sentimento e não podemos ser taxados como sendo “os diferentões” por isso.

Chega a ser um momento de puro egoísmo, pois queremos nossa paz interior mas, às vezes, pagamos um preço por isso sendo rotulados como antissociais, estranhos ou algo do gênero.

Gostar de estar sozinho deveria ser visto como algo natural, uma vez que a sua outra metade está em você mesmo e não no outro, mas, em você, somente em você.

Ir ao cinema, a um barzinho, ficar em casa, ver televisão, viajar sozinho não deveria ser algo deprimente, pelo contrário. Eu chamaria isso de empoderamento, pois ali estamos ditando para o mundo as novas regras que poderiam ser seguidas e não agirmos como o senso comum quer que sejamos.

Quando nos damos conta disso, o desabrochar dessa descoberta se torna mais leve e mais suave. Deixa de ser um bicho papão e nos faz ver a vida por outro prisma.

Intimamente em paz, compreendemos que a solitude, por si só, é infinitamente contemplável e bem vinda e isso, além de fantástico, é primordial!

Autora:

Patricia Lopes dos Santos

2 Comentários

  1. Henrique
    Henrique

    Excelente crônica, parabéns!!

  2. Patricia Lopes dos Santos
    Patricia Lopes dos Santos

    Obrigada, Henrique!

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