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Nesta praça, os protagonistas são as raças caninas

Por Edição Jornal Tribuna·
Nesta praça, os protagonistas são as raças caninas

Perto de casa tem uma pracinha. Num primeiro momento ela é igual a várias outras que se espalham pela cidade. Árvores, gramados, bancos etc. Um lugar para refletir e relaxar. Sento-me em um dos bancos, embaixo de uma frondosa árvore para ler um livro. É um lugar ideal para leitura. Ela está afastada das principais ruas, e as pessoas com seus carros que ali chegam têm como finalidade, estacionar e se soltarem em exercícios físicos. São adeptas das corridas em volta da praça, e outras que vêm para se exercitarem nos aparelhos de ginásticas ali colocados pela prefeitura.

Vem gente de todas as idades nesta praça, mas o motivo é um só; lazer, exceto alguns que regularmente trazem seus cães para passear e brincar. Nela, tem um cercado ovalado destinado aos cães, com bebedouros estrategicamente baixos com água limpa e fresca, exclusivos para a raça canina, que se refrescam e divertem como crianças. É um lugar seguro para eles, seus donos, com olhares vigilantes, aproveitam para se socializar, deixando seus cães no cercado, e se entregam em conversas amigáveis.

Paro de ler o livro, e fico admirando o momento de paz e alegria daquelas pessoas de diferentes idades, e níveis sociais, em um verdadeiro estado de alegria – momento de rara espontaneidade.

Seus cães, são o motivo central das conversas que se desenrolam por ali. Há cães de todas as raças. Entre eles não existem preconceitos – há pequenos, médios e outros maiores ainda. São lindos e de todas as cores, e quando soltos dentro do cercado, entram num frenesi – pura expressão de liberdade, correndo pra lá e pra cá – como crianças brincando de pega-pega.

Opa! Uma briga canina! Seus donos correm para apartar. Minutos depois a paz volta a reinar e eu volto a ler meu livro. O tempo é bom. Está sol, nenhuma nuvem no céu. O dia é maravilhoso…

Mais cães vão chegando, mais pessoas, e eu fico triste, fecho o livro e bem devagar vou me afastando daquele pequeno paraíso.

Na memória, o meu companheiro de quase dezoito anos que partiu há vários meses – seguramente ele estaria aqui, fazendo muito amigos, à moda deles.

Ah! Raça canina, sempre nos ensinando humildade, alegria e afeto incondicional…

Autor:

Jaeder Wiler

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