Ácido Hialurônico pode ficar anos no corpo; a médica Gianna Zaffari Frey explica os motivos

O ácido hialurônico, usado na harmonização facial, é queridinho entre famosos. Alok, Gkay, Gusttavo Lima, Madonna e Anitta estão entre as celebridades que já fizeram uso do produto. Recentemente, uma jornalista britânica chamou a atenção por descobrir que o ácido aplicado há quatro anos ainda estava em seu rosto. O caso levantou um debate sobre o assunto.
A médica Dra. Gianna Zaffari Frey comenta que o ácido hialurônico é o responsável por preencher espaços entre as células, o que resulta na redução de rugas e melhora dos contornos faciais. Além disso, ajuda a reter água, assim mantém a pele hidratada e firme. Porém, a durabilidade pode perdurar por mais de dois anos.
“O caso da jornalista Alice Hart-Davis é um desses exemplos de durabilidade. Ela não fazia o procedimento há quatro anos, e descobriu ainda estar com aproximadamente 35 ml de ácido hialurônico no rosto. Isso nos mostra que o produto tem longa duração, assim como os resultados. Por outro lado, se houver uma complicação, como o edema tardio transitório, o rosto pode apresentar episódios espontâneos de inchaço enquanto não estiver com o produto na pele. Hoje em dia, colocamos uma menor quantidade durante os procedimentos para evitar acúmulos e efeitos residuais”, pontuou.
A médica explica que, nesse caso, as complicações seriam tardias podendo iniciar meses após o procedimento. Em caso de problemas persistentes, após mais de dois anos da aplicação, a solução seria remover o ácido hialurônico e não esperar que ele desapareça sozinho. Questionada sobre o intervalo entre uma aplicação e outra, a médica explica que esse fator pode variar de acordo com o paciente, local da aplicação e as características do ácido hialurônico a ser aplicado.
“Existem centenas de tipos de ácido hialurônico, e cada um com uma característica diferente. Não podemos dizer exatamente qual é o intervalo de aplicação, pois isso é particular, e varia muito de um caso para outro. Não se tem um prazo exato. Falávamos em um ano, ou um ano e meio de reaplicação. Porém, existem pacientes, como essa jornalista britânica, que não refazia o procedimento há quatro anos e tem uma quantidade de ácido hialurônico como se tivesse recém aplicado”, disse.
“A orientação mais adequada é que se tenha muita cautela na aplicação e evite quantidades muito grandes do ácido hialurônico. O ideal é que se aplique cada vez menos. Assim, é possível evitar o risco de acúmulo e de um efeito residual a longo prazo. Além disso, ameniza os riscos de complicações ou de uma aparência inestética”, concluiu.
Autor:
Henrique Souza