Jornal Tribuna

VIADUTO DO CHÁ

Por Álvaro Eduardo Guimarães Salgado·

Sonolências domingueiras

Pernas agitadas, corpos febris.

Roupas amarrotadas e faces assustadas.

Zumbis do dia a dia!

Outros corpos gentis

Mãos entrelaçadas, corações enamorados!

Correm para a Utopia em passos apressados.

Almas Solares caminham entre nós.

Monadas, um quase nada, em tempos febris,

Acendem a chama e iluminam perfis!

Vultos confusos se misturam num mesmo trânsito.

Em transe as pessoas passeiam o seu quase nada.

Nonadas de não sabemos nada povoam as calçadas!

Na rua o VERMELHO do semáforo!

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