Dia Nacional de Combate ao Fumo – 29 de agosto- Nova Campanha de 2022 foi lançada ontem oficialmente

Fundação do Câncer e ANUP levam campanha até às universidades para alcançar jovens Uma iniciativa da Fundação do Câncer, em parceria com a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) e a Ecoponte, mira nas universidades para esclarecer e alertar os jovens sobre os perigos do chamado cigarro eletrônico. A campanha Cigarro eletrônico: parece inofensivo, mas não é, que começa no dia 29 de agosto, foi motivada por uma pesquisa do Ministério da Saúde que apontou que mais de 2 milhões de pessoas já usaram os chamados dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), sendo a maior prevalência entre jovens entre 18 e 24 anos.
“O cigarro eletrônico é potencialmente perigoso para a saúde ao contrário do que a indústria tabageira propaga”, salienta Luiz Augusto Maltoni, cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer. Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir a comercialização, importação e a propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar, o uso dos DEFs vem crescendo em festas, baladas, restaurantes, jogos e em roda de amigos.
Pesquisa recente do Covitel – desenvolvida pela organização global de saúde pública Vital Strategies e pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com apoio do Instituto Ibirapitanga, Uname e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco/Fiocruz) – mostrou que um em cada cinco jovens, na faixa de 18 a 24 anos, usa o produto. “Foi por esse motivo que encampamos essa parceria com a Fundação do Câncer.
As faculdades, centros universitários e universidades de todo o país têm um papel social importante de esclarecimento e mobilização para que os jovens não adquiram esse hábito que pode trazer inúmeras consequências para a saúde”, diz Elizabeth Guedes, presidente da Associação Nacional das Universidades Privadas (ANUP), que congrega 247 instituições de ensino superior, atingindo 3 milhões de jovens do País.
O epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff, explica que o aumento do consumo dos DEFs está relacionado ao formato e as substâncias colocadas nesses dispositivos, como sabores e aroma, forma de atrair os usuários e passar a ideia de modernidade. “No entanto, é uma enganação a propaganda de que o cigarro eletrônico é menos prejudicial que o cigarro tradicional, já que contém muito mais nicotina e outras substâncias muitas vezes desconhecidas, levando a malefícios e dependência química”, observa.
O uso do tabaco está ligado a pelo menos 20 tipos de câncer segundo a União Internacional para Controle do Câncer (UICC) e o tabagismo engloba o consumo não só de cigarro comum, mas a utilização de cigarros eletrônicos, vapes, e-cigarette, pod e tabaco aquecido. “A indústria de produtos fumígeros impulsiona pessoas a usarem os DEFs alegando que o uso deles diminui a dependência do cigarro comum, servindo supostamente como uma alternativa para as pessoas pararem de fumar.
Mas a realidade mascara que o cigarro eletrônico é extremamente prejudicial à saúde, elevando o risco de infarto, asma, pneumonia e câncer”, declara o epidemiologista. Malefícios De acordo com especialistas do InCor/Universidade de São Paulo (USP), os usuários de cigarro eletrônico têm 42% de chance a mais de terem um infarto, isso porque os dispositivos contêm mais nicotina do que o cigarro tradicional e o sal presente na substância é mais nocivo para a saúde. Além disso, têm 50% mais risco de terem asma e maior possibilidade de ter pneumonia.
Outros perigos dos dispositivos eletrônicos para fumar:
– Os e-líquidos, usados nos vaporizadores, contêm quantidades significativas de produtos químicos tóxicos.
– Um vaporizador de 1.500 tragadas equivale a 5 maços;
– Por lei, 1 cigarro tradicional tem 1mg de nicotina.
O cigarro eletrônico não é regulado, mas tem muito mais nicotina que o cigarro comum.
Vale lembrar que a nicotina é altamente viciante;
– Os DEFs contêm metal, plástico, baterias e circuitos;
– Os resíduos de cigarros eletrônicos não são biodegradáveis e os cartuchos ou dispositivos descartáveis geralmente se decompõem em microplásticos e produtos químicos que poluem ainda mais os cursos d’água.
A campanha Cigarro eletrônico: parece inofensivo, mas não é objetiva alertar e orientar sobre os perigos dos dispositivos eletrônicos para fumar. A mobilização terá início no Dia Nacional de Combate ao Fumo (26 de agosto) e se estende até o fim deste semestre. ‘Enganação’, uma das peças da campanha, esclarece: “Não se iluda com a estética.
Cigarro eletrônico possui nicotina”. Essa e outras mensagens estarão disponíveis no site da Fundação do Câncer e da ANUP para todas as instituições de ensino superior do País. Serão cerca de 20 peças com quatro mensagens para uso gratuito das instituições de ensino mobilizarem seus alunos. São mensagens para distribuição em diversas plataformas: banner para site, posts para redes sociais, WhatsApp card, cartaz e banner para site. As mensagens também estarão nos painéis de LED nas cabines de pedágio da ponte Rio-Niterói. Para baixar e utilizar as peças, as universidades devem acessar os sites www.cancer.org.br ou www.anup.org.br
Autoria:
Assessoria da Fundação do Câncer