A sua, a minha, a nossa natureza

*Esse texto não é uma carta de amor para a Mãe Terra.
Se o título te fez pensar diferente, sinto muito.
Se bem que, de forma indireta, creio que possa ser visto como tal.
No fim, quem dita o significado do que eu escrevo são vocês, que lêem.*
Hoje a vi matando um ser.
Tentei fazer de tudo,
mas nada pude fazer.
Nada além de a ver.
Sua vontade de matar
era muito maior do que eu podia sonhar.
E imagino que a vontade de sua vítima de escapar,
o fosse também.
Mas nem
todos conseguem
o que querem.
Você, conseguiu.
Ela, não.
Sua natureza a fez matar a lagartixa.
A minha me fez tentar salvá-la de suas garras.
Você conseguiu.
Eu, não.
Você me encarou por horas a fio,
sem remorso algum.
Dada a oportunidade, você faria de novo.
Pois é a sua natureza.
E a minha é sofrer pela pobre lagartixa.
A minha é lembrar que eu também como animais,
só não tenho a coragem de matá-los como você.
Apenas pago quem matou.
Então, irei te pagar também.
Te dou um petisco, lhe fará bem.
Vai segurar sua fome,
enquanto outra lagartixa não vem.
1 Comentário
- Henrique
Ótimo conto, parabéns.