AMPE quer criar Centro de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário Nivaldo Ávila dos Santos é presidente da Associação de Micro e Pequenas Empresas de Balneário Camboriú (AMPE) pelo terceiro mandato. Esta gestão da diretoria da AMPE está buscando parcerias para criar o Centro de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário (Ciampe), que terá a sua sede construída no município. Atualmente, 8 mil micro e pequenos empresários investem em Balneário Camboriú. A idéia de Nivaldo é expandir o associativismo para as cidades de Camboriú, Itapema e Porto Belo. Confira!
 Tribuna - Como surgiu a AMPE em Balneário Camboriú?
Nivaldo - Faz 14 anos que a AMPE foi fundada aqui no município. Naquela época, estavam começando os camelódromos e muitas empresas se preocuparam com isto. Deixo claro que não tenho nada contra este tipo de comércio. A preocupação seria contra a concorrência desleal, já que pagavam-se impostos contra os produtos muitas vezes sem nota fiscal e mais baratos. Foi nesta época que alguns micro e pequenos empresários se uniram para fundar a AMPE.
Tribuna- Qual a atual situação dos micro e pequenos empresários de Balneário Camboriú e região?
Nivaldo - Eu vejo o micro e o pequeno empresário como sendo um dos maiores suportes da cidade, do Estado e do próprio Brasil, pois 98% de um país, de uma cidade e do Estado são micro e pequeno empresários. São eles que dão suporte para um município, sem eles estes locais não seriam nada. Um dos segmentos mais importantes de uma país é chamado de micro e pequenas empresas, são elas que geram uma infinidade de empregos. Se não tivéssemos que pagar tantos impostos e investir mais no funcionário, eu lhe garanto que a situação estaria bem melhor do que a vivida atualmente. Em Balneário Camboriú temos aproximadamente 8 mil pequenas empresas, em Camboriú, a cidade ao lado, temos seis mil e quatrocentas pequenas empresas. Isso é uma infinidade, agora vamos imaginar o nosso município sem essas empresas? Onde estaria trabalhando toda a população que aqui reside? O meu colégio, o Raízes, emprega quarenta funcionários. E esta é uma escola pequena, imagina as de grande porte, que empregam muito mais funcionários...
Tribuna - A AMPE está trabalhando em cima de um projeto que pretende construir de um centro de integração. O senhor poderia explicar um pouco mais sobre como irá funcionar este centro?
Nivaldo - Este Centro de Integração de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário, nós estamos pensando inclusive em regionalizar, de expandir isto para Porto Belo, Itapema e Camboriú. Eu estive conversando com a prefeita de Camboriú, Luzia Coppi, com o prefeito de Porto Belo também, e agora falta apenas falar com o prefeito de Itapema. Este centro irá ajudar a aproximar os micro e pequenos empresários da região. O que eu quero neste centro de apoio é ter toda uma estrutura, como consta no projeto, para oferecer aos sócios apoio jurídico, contábil, tributário, psicológico, medicina do trabalho, informações empresariais e muitas outras coisas que iremos avaliando com o tempo. O próprio micro e pequeno empresário que estiver com problemas poderá procurar a AMPE e informar qual o problema, desta forma iremos auxiliar da melhor maneira possível.
Tribuna - De onde virão os recursos financeiros para a realização da obra, que está orçada entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão?
Nivaldo - Bem, estamos com um terreno na Avenida das Flores. Em uma reunião que tivemos com o prefeito de BC, Edson Renato Dias, ele garantiu a doação deste terreno. Isto tudo já está sendo documentado para que seja feito a transferência do terreno para a AMPE, tudo de forma legalizada é claro. Recentemente visitamos o governo do Estado, e recebemos a boa notícia de que após estivermos com a posse do terreno nas mãos, iremos receber uma verba do governo do Estado para a realização da obra. Ou seja, os governos estaduais e municipais estão auxiliando o pequeno e médio empresário. Com certeza o sucesso será rápido e não iremos ter nenhum problema com isso. Será um prédio de quatro andares, um projeto muito bem elaborado.
Tribuna - Este é o seu terceiro mandato como presidente da AMPE. O senhor pretende continuar no cargo?
Nivaldo - Bem, eu digo o seguinte: sempre que a AMPE me chama para ajudar eu sempre o faço da melhor maneira possível. Eu disponibilizo meu tempo, de forma gratuita, pois o presidente da associação não recebe nenhum salário, é tudo feito de forma voluntária. Eu fui um dos fundadores da AMPE, Fui o primeiro presidente e este é praticamente um filho que a gente vê crescer. A AMPE é uma associação muito importante para os micro e pequenos empresários. Alguns perguntam: mas o que a AMPE oferece aos associados? O micro e pequeno empresário precisa mudar esta visão, precisa primeiro avaliar qual a sua necessidade. Muitos pensam que basta pegar dinheiro emprestado com o banco e isto irá ajudar, mas muitas vezes isto não acontece, muitas vezes isto atrapalha, e muito. Muitos não sabem como administrar o dinheiro, fazer um projeto para saber aonde será investido esta quantia. Muitos pequenos empresários quando vêem um lucro já compram um carro, mas será que isto seria mesmo necessário? Não seria mais sábio e importante investir na própria empresa? Mas tudo isso a AMPE estará apta para auxiliar através de consultorias empresariais.
Tribuna - O senhor poderia explicar sobre o projeto de expansão da AMPE para outras cidades da região?
Nivaldo - A nossa proposta é neste centro de integração trazer os micro e pequenos empresários das cidades de Camboriú, Itapema e Porto Belo. Estas cidades não possuem a AMPE e tudo isto poderá ser centralizado nesta sede que será construída na Avenida das Flores.
* Ricardo Zanon
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