A corrida eleitoral Talvez seja necessário, dada sua importância, que se introduza nos currículos escolares, desde o ensino fundamental, uma nova disciplina: voto ou consciência eleitoral. Da mesma forma que se deve ensinar noções de trânsito, de ecologia, alimentação saudável e outras. Além de ser, esta, uma verdadeira educação para a vida e para a cidadania. Afinal, essa disciplina do voto engloba muitas outras: matemática, língua portuguesa, história, estatística, contabilidade, física, química, geografia ...
Estamos no início de mais uma campanha eleitoral e o estudo sobre consciência eleitoral faz falta. Basta ver que o distanciamento e omissão dos eleitores representa um desleixo quase comparável às promessas vãs dos candidatos. Já disse um sábio que "o castigo daqueles que não se interessam pela política é o de serem governados por aqueles que se interessam". É claro que enquanto os eleitores se mantiverem omissos e indiferentes ao processo eleitoral, a qualidade dos políticos - salvo honrosas exceções - estará cada vez mais comprometida. É preciso quebrar esse círculo vicioso que tantos prejuízos traz à sociedade.
Povoam os discursos eleitorais uma grita sobre a consciência do voto. Hoje, porém, chega a ser um tanto difícil definir o que seja um voto consciente. Embora haja consenso de que o âmbito dessa consciência enseja a orientação ética, o envolvimento comunitário, o compromisso com os interesses coletivos, entre outros, um voto consciente pode também ser manifesto contra essa vertente. Como aquele que diz ter plena consciência do que está fazendo, quando decide votar em candidato que lhe arranje um emprego. Há um relativismo, portanto, na questão consciência.
Votar é algo muito mais sério do que marcar um "X" ou apertar alguns botões. Quando votamos, estamos escolhendo aqueles que decidirão o destino do dinheiro que pagamos nos impostos. Por isso é importante escolher com cuidado o candidato, ele precisa estar compromissado com as necessidades da comunidade. Ele precisa ser digno do cargo que irá ocupar. Eis uma boa razão para que se inclua no rol das disciplinas escolares, a do voto.
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