Vereadores deixam a Comissão do Hospital Grupo formado para acompanhar obras do Ruth Cardoso continua com representantes do Executivo
Os vereadores, José Carlos Hannibal (PP), Dão Koeddermann (PSDB), Fabricio Oliveira (PSDB) e Marcos Augusto Kurtz (PMDB) deixaram, na reunião da última terça-feira (6), de compor a Comissão Especial encarregada de acompanhar a conclusão do Hospital Municipal Ruth Cardoso. De acordo com o presidente da Comissão, Alexandre Duwe, eles concluíram que atuaram em todos os pontos que justificaram a criação do grupo. "Os vereadores entenderam que a partir de agora a conclusão do hospital depende exclusivamente do prefeito e sua equipe", esclareceu.
Koeddermann ratifica as palavras de Duwe. "Concluímos que atingimos os requisitos que foram pertinentes para a criação deste grupo. Foi importante a Câmara estar presente para analisar todos os trâmites que envolviam o andamento do hospital". O vereador tucano considerou que a Comissão Mista foi interessante sobre dois aspectos, "queríamos contribuir e a Comissão deu essa oportunidade. Não queríamos criticar por criticar, o conhecimento de todos os assuntos que envolvem o hospital foi interessante para a Câmara poder fazer uma análise correta e preparar os modelos de gestão mais adequados, mas quem irá definir é o prefeito". O vereador considerou também que nesse momento é melhor a saída dos vereadores do grupo, para uma análise e julgamento dos fatos por parte da Câmara.
O peemedebista Marcos Kurtz avaliou como muito importante essa passagem dos vereadores na Comissão e destacou que não foram tratados somente os assuntos que envolviam o melhor modelo de gestão para o hospital. "Tratamos sobre as obras de entorno, a questão com a WFO sobre um aditivo, a questão da Vigilância Sanitária Estadual sobre o hospital que também foi resolvida. Kurtz lembrou que agora a Câmara irá discutir sobre o modelo de gestão com maior conhecimento do hospital. "Cumprimos o prazo que tínhamos até outubro e concluímos que o hospital não abrirá até março de 2010. "Creio que no início do próximo ano teremos definido o modelo de gestão para apresentarmos ao prefeito".
Outra razão que justificou a saída dos vereadores, segundo Duwe, foi o fato de que três deles (Dão, Fabrício e Hannibal) também participaram do Grupo de Trabalho criado pela WFO, que recentemente concluiu a primeira parte do assessoramento que se comprometeu a prestar ao Município, previsto no convênio firmado. De acordo com o presidente, esse trabalho estabelece que o Hospital Municipal seja entregue pronto para ser utilizado, inclusive com a apresentação de modelos, bem como com a participação da WFO no processo de seleção e capacitação dos funcionários do hospital, com assessoria por até dois anos após o início de suas atividades. "Vale registrar também que a participação de membros do Legislativo foi muito importante para a Comissão. Lamento a saída dos vereadores, mas respeito a decisão deles", declarou o presidente.
Duwe informa ainda que levará esse fato ao conhecimento do prefeito e se colocará, inclusive em nome dos demais integrantes do grupo, representantes do Poder Executivo, à disposição para continuar sua colaboração para a conclusão do hospital até seu efetivo funcionamento. "Dependendo do posicionamento do prefeito, solicitarei a inclusão de outras pessoas no grupo, de preferência com experiência em gestão hospitalar", concluiu.
Comissão aponta necessidades
O presidente da Comissão Especial do Hospital Municipal Ruth Cardoso, Alexandre Duwe, diz que a criação do grupo, com a participação dos vereadores, foi importante na identificação de pontos que não eram aventados anteriormente, e que não seriam de competência da Comissão. Contudo foram pontos delicados que, por si só, justificaram a criação desse comitê.
Obras de entorno do hospital, melhor modelo de gestão administrativa a ser adotado, esclarecimento sobre as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária Estadual no projeto da obra e a questão quanto ao incremento de valores pretendido pela Organização Mundial da Família (WFO), foram alguns pontos debatidos nos encontros e que merecem destaque.
Duwe conta também que a Comissão Mista identificou, inclusive, a necessidade da construção de um Pronto Socorro anexo ao hospital e um Centro de Imagens e Clínicas para internação de pacientes (planos e convênios), ou outras unidades hospitalares, como alternativa capaz de viabilizar financeiramente o Hospital Público Municipal. Segundo o presidente, isso permitirá a captação de recursos privados para serem investidos no próprio Hospital Público. Também, pelas mesmas razões, foi tema de discussão a importância de o Hospital Municipal Ruth Cardoso prestar serviços remunerados, ao menos para o Fundo de Assistência à Saúde do Servidor Público Municipal, o Funservir.
*Ariston Sal Junior
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