Essas mulheres de fibra Cada vez mais ocupadas, as mulheres de hoje arranjam tempo inclusive para apoiar causas sociais
Elas são mães, irmãs, esposas, amigas, colegas, e merecem mais do que um dia em sua homenagem. A mulher contemporânea é assim: trabalha, estuda, cuida dos filhos, do marido, e ainda dá conta das tarefas domésticas. São verdadeiras heroínas e não perdem a feminilidade. Nem de longe lembram as donas de casa do século passado, que viviam às voltas com panelas e panos de prato. Hoje se dedicam às causas sociais e mostram que com força de vontade e determinação é possível conciliar tantas atribuições ao mesmo tempo.
A gaúcha Jéssica Costa é uma dessas guerreiras, que divide seu dia entre os filhos, o marido e o trabalho como consultora de vendas. Entre um telefonema e outro, Jéssica arranja um espaço em sua agenda apertada para saber como estão os filhos. "Acho importante a mulher ter a sua independência financeira para poder realizar seus objetivos, mas a família deve ser sempre prioridade", ressalta.
Já a aposentada Ivone de Gasperi acredita que tantas ocupações fazem com que a mulher deixe a desejar como mãe e esposa. "As mulheres evoluíram, mas a carga principal ainda permanece com elas. São raros os homens que as ajudam com o lar e os filhos. Falta equilíbrio, e a realização pessoal das mulheres acaba ficando em segundo plano, como se não fosse algo importante", observa Ivone.
Se conciliar tantas tarefas exige atenção redobrada, apoiar e se envolver em ações de caridade nem se fala. A atriz Angelina Jolie, além de aparecer nas telonas e participar ativamente da criação de seus cinco filhos, também é Embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas (ONU). Nessa função, ela costuma visitar zonas de conflito e campos de refugiados. A princesa Diana foi outra referência, ao levantar a bandeira em defesa dos portadores do HIV e promover diversas campanhas contra as minas terrestres.
A catarinense Zilda Arns, morta no terremoto do Haiti, dedicou sua vida a Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa. Como médica dissipou uma forma de combater várias doenças e evitar a marginalização das crianças. Seu trabalho é reconhecido mundialmente e serve de inspiração para outras pessoas, como a coordenadora da Pastoral da Criança de Balneário, Polonia Martins Maciel, que há 14 anos realiza o trabalho na cidade. "É recompensador poder ajudar as pessoas. O que fazemos nos retorna de forma positiva". Polonia explica que no início foi difícil participar das atividades da Pastoral e ao mesmo tempo estar presente nos acontecimentos da família, mas aos poucos os filhos e o marido começaram a ajudar e hoje a família está ainda mais unida com esse propósito.
* Por Marina Kuwahara, especial para a "Tribuna"
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