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Edição n.º 1419 de 23/08/2008
Olimpíada
É duro você acompanhar os jogos olímpicos e quase não ver a participação de brasileiros na disputa de medalhas, apesar do tamanho enorme da delegação lá presente.
À exceção do brilhante Cielo, nos esportes individuais o atleta brasileiro só aparece caindo ou criando caso, como no salto com vara, onde o treinador, numa atitude anti-esportiva, manda a atleta não saltar, por um suposto lapso ocorrido com sua vara, por parte da organização do evento. Um país da nossa envergadura não pode continuar ficando atrás de quarenta na classificação, como vem ocorrendo nos últimos jogos.
* Habib Saguiah Neto.

Fiasco?
É evidente que vários atletas de destaque que compõem a delegação brasileira em Pequim, gerem grande expectativa de medalha na população brasileira. Após a apresentação da equipe de ginástica, muito se comentou acerca do retorno das jovens atletas ao Brasil sem uma medalha sequer. Um veículo de comunicação chegou a usar o termo "fiasco", referindo-se ao desempenho das meninas. Contudo, é justo cobrar tamanho retorno de tais esportistas, levando em consideração a política de incentivo quase nula ao esporte por parte do governo? Em contrapartida, a seleção masculina de futebol, com seus aviltantes salários, protagonizou um verdadeiro vexame ao considerado "país do futebol". Lá em Pequim, fica evidente a desigualdade que assola o Brasil: de um lado as meninas da ginástica, sem vultosos contratos, sem grandes patrocinadores, sem o merecido destaque, de outro, os nossos jogadores de futebol, que movimentam vultosas cifras, contam com contratos milionários, e terminam o jogo sem lágrimas ou maiores preocupações. Enfim, nada muda no país do futebol.
* Fernanda Veiga Floripes.

Comércio Exterior
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Cotidiano
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Opinião
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